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Torneio CT Super Poker e Queens of Poker

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Desde a criação do Queens of Poker sempre buscamos parcerias que proporcionem oportunidades de crescimento para as mulheres no Poker. É com muita alegria que anunciamos a parceria com o CT Super Poker, a melhor escola online de poker!

Para lançar nossa nova parceria, torneio especial com 100 dólares garantidos mais uma assinatura mensal do CT Super Poker para a campeã!

Torneio EXCLUSIVO para mulheres!

Todas as meninas que jogaram o nosso Ranking de 2014 já estão aptas para inscrição no torneio.

LOBBY

Quem ainda não participou de nenhum de nossos eventos, participe do nosso grupo no Facebook e solicite o convite para os nossos torneios e fique por dentro de nossas promoções!

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Entrevista com Khatlen Guse, Barbarella Poker

Entrevista mais que especial com a Khaty, criadora do Barbarella Poker juntamente com a Karem, sua irmã. Aqui preciso abrir um parênteses. Nos conhecemos através de um fórum de poker em 2009. A revelia de toda dificuldade, na época muito maior, elas arregaçaram as mangas, criaram o Barbarella e lançaram-se nessa jornada de promover o poker e galgar oportunidades para jogadores amadores. Acompanho o trabalho das gurias desde o início e fui beneficiada como jogadora pelas inúmeras oportunidades geradas através dos eventos que promovem. Tudo isso sempre pautadas na coragem, idoneidade e carisma, características inerentes a essas pessoas. Agradeço não só pela gentileza de nos conceder esta entrevista, mas por tudo que fizeram e fazem por nós, jogadores, e pelo poker.  Muito obrigada em nome de toda a Equipe Queens of Poker!

Como a Khaty diria… weeeeeeeeeeeee! 😀

 

Khatlen Guse
Khatlen Guse

 

Queens of Poker: Gostaríamos de saber sobre você e como foi o primeiro contato com o poker.

Khaty: Olá amigas do Queens of Poker! Muito obrigada pelo convite! Meu primeiro contato foi assistindo uma transmissão da WSOP em 2009 no FX, fiquei maravilhada com tudo! Depois disso comecei a pesquisar na internet sobre o jogo em si, fóruns de poker no Brasil para aprender as regras e saber onde eu poderia praticar, e saber que era possível jogar online fez com que eu ingressasse imediatamente neste universo. Joguei muito play money e freerolls até aprender a jogar o jogo rsrs. Jogo freerolls até hoje, acho muito legal, o poker tem disso, não importa a que se joga, o jogo é o mais importante.

 

Barbarella Transparente

 

Queens of Poker: O que a motivou a participar mais ativamente do universo do Poker, com a criação do Barbarella Poker e a Coluna Mulheres no Feltro, na Card Player?

Khaty: Eu sempre fui comunicativa, gosto de interagir com as pessoas. O Barbarella Poker e a Coluna Mulheres no Feltro surgiu da necessidade que tínhamos de ter um espaço feito por mulheres e onde as mulheres se sentissem valorizadas e prestigiadas, por isso meu carinho mais que especial quando as mulheres se unem para este fim, como o Queens of Poker.

A Barbarella foi o legítimo faça do limão uma limonada, fui ofendida num portal de poker, este portal nem existe mais, mas eu jamais esquecerei, e as ofensas principais foram em função de eu ser mulher e que eu não devera estar ali; pronto rsrs, foi o que bastou para eu então criar um ambiente feito por mulheres e para mulheres principalmente. Ali todos podem entrar, nós aceitamos ambos os sexos. Mas os meninos tem consciência de que sempre terão que respeitar as meninas, de que elas sempre terão eventos voltados especificamente para elas, visando à inclusão. Qualquer minoria deve ter um incentivo a mais, espero que um dia não seja mais necessário, mas na atual conjuntura, precisamos sim apoiar as mulheres de forma diferenciada. Outro ponto que exigimos é muito respeito, sou muito chata com isso, prezo demais o ambiente familiar, e assim conseguimos atrair também o publico de mais idade que às vezes se sente excluído, sempre quando uma senhora de mais idade entra no portal eu faço questão de dar uma atenção especial, pois sei que tudo é mais difícil para elas, pois o ambiente online acaba privilegiando o público mais jovem.

Sobre a Coluna Mulheres no Feltro, foi uma consequência do Barbarella, o convite de integrar o time de colunistas da Card Player, e ainda focar no universo feminino, para mim foi um presente, me sinto muito feliz pela coluna. Ali nós mostramos as personalidades femininas que já estão presentes em nosso cenário nacional, assim como as novas jogadoras que estão se destacando. Destacamos também as pessoas e grupos que ajudam e batalham pela inclusão das mulheres no poker, devemos sempre divulgar e apoiar, viralizando esta informação, além de algumas matérias ligadas a consumo, tudo que gire em torno do universo feminino. Mas tentamos adotar sempre uma linguagem que atraia os meninos também, nosso interesse é atingir todos os leitores para que haja uma inclusão definitiva das mulheres no esporte.

bannerMulheresNoFeltro

 

Queens of Poker: Tens muito contato com personalidades do esporte? Pode destacar alguém pela pessoa ou histórico no poker?

Khaty: Sim tenho muito contato com as personalidades do poker, minha função é buscar a notícia, a pauta, para transmitir a todos por meio das colunas, tem a Mulheres no Feltro no site da Card e a Card Drops na revista impressa que trata de assuntos diversos ligados ao poker. É muito legal falar com as estrelas, pois eu tenho meu lado fã rsrs. Todas que eu conversei até hoje, sem exceção, são extremamente gentis e solícitas, às vezes é difícil conseguir o contato, pois muitos viajam sem parar ou estão grindando, jogador de poker trabalha demais e com o tempo eu consegui me adaptar qual hora e ocasião são melhores para o contato. Tem que ter perseverança, para eles é difícil também, por isso valorizo cada segundo que param para conversar e dar entrevistas. Já conversei com o André Akkari, Alexandre Gomes, Raul Oliveira, Alessandra Braga, Larissa Metran entre outros, mas com relação a histórico no poker, a linha de todas estas pessoas exemplares é que nada foi fácil, que abriram mão de muitas coisas e que tiveram decisões muito difíceis a tomar, para chegarem ao patamar que estão hoje. Cada vez que falo com uma das estrelas do poker eu fico mais fã ainda, é uma experiência muito legal.

Khatlen Guse
Khatlen Guse

 

Queens of Poker: Como jogadora, quais as tuas aspirações? Quais eventos pretende jogar este ano?

Khaty: Me considero uma atleta entusiasta, sou apaixonada pelo poker e pelo universo feminino dentro dele, adoro jogar mas sou recreacionista, quando posso faço cursos de aperfeiçoamento e leio livros. Como meu trabalho principal é fora do ambiente do poker, sou economista atuante, eu jogo quando sobra um tempo. Jogo mais online e muito pouco live. Pretendo jogar mais ao vivo esse ano, como a Copa do Mundo de Poker em Porto Alegre, os torneios estaduais daqui e quem sabe o BSOP mais para o final do ano, os torneios ao vivo são os melhores locais para interagirmos com o grupo, além de mais emocionantes. Minha principal aspiração este ano como jogadora é ter mais tempo para os torneios ao vivo.

 

Khatlen Guse, foto by Karem Gusi
Khatlen Guse, foto by Karem Gusi

 

Queens of Poker: Poderia falar sobre o Barbarella Poker e projetos para este ano?

Khaty: O Barbarella está sofrendo agora algumas mudanças importantes, estamos atualizando o portal e sua base, temos quase 2.000 membros no site além das páginas no Facebook e Twitter, nosso foco principal é melhorar a comunicação com os membros, deixando um ambiente de fácil acesso inclusive uma maior integração com as redes sociais, este ano estamos abrindo várias áreas do portal ao publico que ainda não é membro, mas mantendo a privacidade de todos que estão lá, como os perfis de cada um. A grade de torneios que estamos estudando para este ano seguirá a mesma linha dos anos anteriores, torneios exclusivos para elas, torneios de apoio para elas no ao vivo, e também nossos torneios unissex que ajudam na integração do grupo todo.

 

Queens of Poker: Já sofreu preconceito de outro jogador por ser mulher?

Khaty: No online sim, já vi pessoas desrespeitosas, mas isso tem diminuído, tenho o hábito de chamar os moderadores, é um recurso disponível nas salas de poker e eu uso mesmo, dou print e denuncio. Mas ao vivo não, sempre fui tratada com muito carinho e respeito por todos, sei que muitas mulheres sofrem e devemos estar sempre atentas, não só nós as mulheres, mas é dever de todos sair em defesa das pessoas que sofrem qualquer tipo de preconceito. Eu tenho um perfil gentil e bem humorado, mas num caso desses com certeza eu sairia em defesa de forma incisiva, para certas coisas eu sou muito brava.

 

Queens of Poker: O que o poker agregou na tua vida?

Khaty: O poker é um esporte que pode mudar tua concepção sobre varias coisas e te testa a cada momento, você precisa ser agressiva em certas ocasiões, ser paciente em outras, ter sangue frio em muitas outras, e tudo isso é um grande aprendizado. Na parte social é um esporte que agrega muito as pessoas, no poker você ganha amigos para a vida toda.

Entrega de Prêmios Evento Ladies PAPT
Entrega de Prêmios Evento Ladies PAPT

 

Queens of Poker: O que falta para aumentarmos a participação feminina no Poker?

Khaty: Estamos num caminho sem volta, os sites, grupos, cursos e times femininos vieram para ficar, ainda há muito a ser feito e não podemos desistir, o numero de mulheres ainda é tão pequeno que temos espaço para muito mais portais, grupos, colunas, times e torneios exclusivos para elas, não vejo no médio prazo o esgotamento desta demanda. Mais, mais e mais, este deverá ser nosso lema nos próximos anos. A receptividade é grande e o mercado mais ainda, o bom é sabermos que o mercado já sabe disso, precisamos seguir em frente.

 

Queens of Poker: Poderia dar alguns conselhos para as jogadoras que estão iniciando?

Khaty: Acho que elas precisam aumentar a confiança e brigar pelo seu espaço, digo por experiência nossa, inclusive de vocês amigas do Queens of Poker, a época que começamos era bem pior, ainda há muito que melhorar, mas as jogadoras precisam saber que tem muita gente de ambos os sexos que batalham para que todas as jogadoras sejam prestigiadas. Acreditem que o espaço é de vocês, não deixem de participar se alguma dificuldade acontecer, a recompensa pela perseverança é fantástica, o poker é um esporte mental, onde todos, sem exceção, podem participar e se divertir.

 

Canais do Barbarella Poker:

Site http://www.barbarellapoker.com/

Facebook https://www.facebook.com/BarbarellaPoker?fref=ts

Twitter @BarbarellaPoker https://twitter.com/BarbarellaPoker

Coluna Mulheres no Feltro na Card Player  Player http://www.cardplayerbrasil.com/site/especiais_ver.asp?cod=7

Entrevista exclusiva com Igianne Bertoldi, Campeã do BSOP Foz do Iguaçu

A Etapa de Foz do Iguaçu do BSOP teve como protagonista Igianne Bertoldi, até então desconhecida do grande público. Todos pararam para ver essa menina de apenas 24 anos escrever em letras maiúsculas sua própria história no poker. E que história! Segunda mulher a cravar uma Etapa do Main Event do BSOP, sendo a primeira disputada em sua carreira. Com humildade e determinação, superou um field de 569 entradas, cresceu na FT e com um emblemático par de damas, consolidou sua vitória. Conquista duplamente grandiosa por superar tantos jogadores, muitos profissionais, e ainda representando menos de 5% do field, correspondente ao percentual de participantes do sexo feminino no evento.

Igianne

Agradecemos a generosidade em nos conceder esta entrevista e estamos na torcida para que muitos outros resultados façam parte de tua carreira!

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Queens of Poker: Gostaríamos de saber mais sobre você, natural de que cidade, aonde mora, como foi o primeiro contato com o poker e a quanto tempo atua como dealer.

Igianne: Olá meninas, primeiramente obrigada pelo convite. Sou natural de Balneário Camboriú, morei aqui praticamente a vida inteira e amo demais esse lugar. Comecei a jogar poker aqui, entre amigos, acredito eu que como a grande maioria, né?! Jogávamos uma vez por semana num torneio que eu mesma organizava em minha casa ou na casa de algum outro amigo/jogador. Era apenas uma brincadeira, jogávamos em uma ou duas mesas com buy-in de R$5,00 e rebuys ilimitados. Atuo como dealer a aproximadamente um ano e meio. Comecei em uma casa de poker aqui em BC mesmo, por convite de um amigo. Depois começaram a aparecer os eventos e até então trabalhava no 4Aces Poker Club.

Queens of Poker: Ser dealer agregou que aprendizado a prática do esporte? Acredita ter apurado a leitura dos oponentes decorrente da profissão?

Igianne: Ter me tornado dealer despertou ainda mais a minha paixão por esse esporte. Além de presenciar e discutir muitas mãos todos os dias, sempre observei muito e tentava adivinhar a mão dos jogadores antes do showdown.

Queens of Poker: Tens uma rotina de estudo? Já contratou algum coach?

Igianne: Olha, ser dealer não é moleza não, nosso tempo é curto! Mas li alguns livros antes da profissão e depois que comecei a dar cartas li muitos artigos e assisti bastante vídeo aulas. Agora sim, depois dessa alegria de ter ganhado uma etapa do BSOP, minha prioridade é me aperfeiçoar e estudar, já estou me organizando para os coachs.

Queens of Poker: Ser mulher ajuda, atrapalha ou é indiferente no poker? Já sofreu preconceito por ser mulher, seja como dealer ou jogadora?

Igianne: Nunca sofri nenhum tipo de preconceito pelo fato de ser mulher enquanto trabalhei ou joguei. Mas acredito sinceramente que nossa postura e a maneira que nós mesmas nos fazemos presentes numa mesa de poker é o que faz toda a diferença. Claro que já fui a presa pra muitos jogadores profissionais durante um torneio, afinal a mulher tem a imagem mais tight do que o homem na maioria das vezes, ou pelo menos até você mostrar pra eles que não vai ficar passando tribets lights toda hora não…rs Que você também joga e pensa poker.

Queens of Poker: Como surgiu a oportunidade de jogar o BSOP Foz do Iguaçu? Foi através de recursos próprios, satélite ou investidores?

Igianne: Eu estava trabalhando num evento em Balneário Camboriú, o Catarina Poker Fest, quando primeiramente um amigo jogador me perguntou se eu iria. Disse à ele que não, pois as despesas eram muito altas, e então ele me deu a feliz notícia que se eu quisesse ir meu buy-in estava garantido, topei na hora. Logo depois outro amigo jogador perguntou se eu não iria trabalhar na etapa do BSOP em Foz do Iguaçu e eu respondi que estava pensando em jogar, foi então que surgiu mais um anjo me oferecendo também os buy-ins e passagem. Não tinha como não ir e perder essa oportunidade de jogar um torneio desse porte e importância.

Queens of Poker: Além do grandioso feito de quebrar o jejum de mulheres campeãs do Main Event do BSOP, contaste em entrevista que esta era a tua terceira participação num torneio de grande proporção e a primeira vez num BSOP. É comum os jogadores traçarem uma estratégia para eventos desse porte mas acreditamos que o resultado superou todas as tuas expectativas face a pouca experiência nestes eventos. Poderia nos contar um pouco como foi a tua trajetória no torneio até o ITM? Passaste para o dia dois acima, abaixo ou na média de stack? Adotou diferentes estratégias para cada etapa do torneio?

Igianne: Foi um orgulho, enorme prazer e felicidade quebrar esse jejum. Realmente foi minha primeira participação num BSOP. O resultado não só superaram as minhas expectativas, como do Brasil inteiro. A vontade era grande e a torcida maior ainda. Joguei o dia 1 e não foi bom, meu desempenho deixou a desejar e não passei pro dia 2. A segunda tentativa no dia 1B, o jogo encaixou e entrei no ritmo, passei a cima da media com 121K. A partir de então meu próximo objetivo era chegar ITM. Cheguei bem em fichas na primeira zona de premiação e o jogo foi melhorando. Quando me dei conta já estávamos em 40 players e eu feliz demais pelo resultado. Me colocaram na mesa da TV, eu estava short me recordo bem dos 80K em fichas. Blinds 3.000/6.000. O jogo foi fluindo consegui dobrar meu stack num glorioso AA. Passamos em 15 para o dia final e eu estava numa pilha só, agora o objetivo era FT. Eliminei Spock num QQxAK e formamos a FT. Foram muitas mãos, muitos potes, mas segui a mesma linha e a mesma estratégia durante toda a mesa final. Fui agressiva e minha concentração nunca foi tão boa, estava focada e determinada a levar o troféu pra casa.

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Queens of Poker: Mensurava tamanha torcida pelo sucesso de uma mulher ou foi surpreendida pela mobilização nas redes sociais? Em algum momento sentiu a pressão pela expectativa de um grande resultado de uma mulher?

Igianne: Tinha noção que na minha cidade, meus amigos e minha família torceriam muito por mim. Mas sinceramente não esperava os mais de 600 novos amigos no Facebook do dia para a noite (rsrs). Foram muitas solicitações de amizade, muitas mensagens, muitos parabéns. A galera acompanhou e vibrou muito com a minha vitória isso me deixou ainda mais feliz. A pressão que eu senti vinha de mim mesma, era uma oportunidade que eu não podia deixar passar e quanto mais chegava perto, mais eu me obrigava a continuar. Eu desejei demais essa vitória.

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Queens of Poker: FT formada e o sonho do 1º lugar mais próximo, em que momento tiveste consciência de que não era só possível, mas muito palpável a conquista?

Igianne: Quando estávamos em three-handed  foi o momento que me senti mais confiante.

Queens of Poker: Como está sendo o “pós conquista”? O que mudou?

Igianne: A ficha vai caindo aos poucos, é uma emoção muito grande. Estou ainda reestruturando minha vida, respondendo a todos que torceram por mim e planejando o que vai ser daqui pra frente.

Queens of Poker: Sempre almejou ser uma jogadora profissional? Quais são seus planos? Pretende fazer todo o circuito BSOP neste ano?

Igianne: Sempre quis ser uma jogadora profissional e esse sonho está cada vez mais perto agora, depois dessa conquista. Quero estudar muito e me dedicar agora. E pretendo sim fazer todo o circuito BSOP este ano. Entre outros torneio que já tenho em mente.

Queria agradecer mais uma vez a torcida de todos e em especial das mulheres. Só nós sabemos a dificuldade que é chegar numa FT e cravar um torneio dessa proporção. Espero vê-las muito mais nas mesas agora. Vamos nos fazer presentes nesse esporte da mente tão incrível e que vem crescendo no Brasil e no Mundo. Nossa presença é indispensável meninas. Nunca desistam dos seus sonhos, pois do dia pra noite ele pode se tornar realidade, basta acreditar e se dedicar.

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As fotos que ilustraram esta entrevista foram cortesia do Cristian Andrei, fotógrafo do Site Caras do Poker. Confiram este e outros trabalhos no site http://carasdopoker.com/

Curtam a página no Facebook https://www.facebook.com/carasdopoker?fref=ts

 

 

 

A explosão dos Poker Teams – Beatriz Fonseca

Com o BOOMM do Poker o Mercado cresceu na mesma proporção que os jogadores (estima-se que o Brasil é o País com o maior crescimento em número de players). Não são só as Salas, Clubes, Escolas Online, …, com a tão almejada profissionalização, vemos um grande número de Teams.

Mas o que é um Team? Como funcionam? Por que fazer parte de um?

Para nos ajudar a responder estas questões, convidamos as Meninas que fazem parte de Teams da Sala de Poker Betmotion. Todas muito solícitas! Agradecemos por compartilharem suas experiências conosco!

Para iniciar essa série de bate papo, contamos com a colaboração da Beatriz Fonseca, integrante do CCK Poker Team.

Beatriz Fonseca CCK Poker Team
Beatriz Fonseca
CCK Poker Team

 

Queens of Poker: Como foi teu primeiro contato com o Poker?

Beatriz Fonseca: Foi através de um ex namorado que jogava recreativamente, não gostava que ele jogasse, mas de tanto insistir, acabei criando uma conta num site pra jogar dinheiro fictício, ele me ensinou o básico do básico, coisas como “tem que fazer par” rsrs Nós terminamos, eu continuei e ele parou.

Queens of Poker:  Como surgiu a oportunidade de fazer parte do Team do Betmotion?

Beatriz Fonseca: Meu primeiro contato com um time do betmotion foi através do CCK em 2012, o Andrei “Porco Espinho” me convidou pra fazer parte do time logo no início, eu não tinha a menor noção de poker mesmo, era muito, muito, muito ruim e acabei saindo. No início do ano, um amigo me indicou para o Troll Team e com as aulas do Bruno Jerônimo, pude aprender um pouco mais. Logo depois veio a oportunidade de fazer parte do Ladies Team por um curto período de tempo e, aí veio o divisor de águas pra mim, o meu retorno pro CCK em Agosto/2013.

Queens of Poker: É casada ou namora? O parceiro e família apoiam?

Beatriz Fonseca: Não sou casada e nem namoro. Minha família não aceitava no início, mas depois viram que era realmente o que eu queria e hoje me dão total apoio, torcem e incentivam. Meu pai até me cobra nos dias que me vê sem jogar rsrsrs

Queens of Poker:  Como é sua rotina?

Beatriz Fonseca: Normalmente inicio o grind as 14h e vou até 1h, faço tudo o que tenho pra fazer antes desse horário pra poder jogar tranquila e focada. Quando vou para os lives, procuro descansar o máximo que posso antes da viagem e dormir o mais cedo possível nos dias de jogo.

Queens of Poker:  O Team oferece coach? Como funciona? Quem ministra?

Beatriz Fonseca: Sim, temos coachings semanais com os instrutores do CCK, Flávio Nakatani (um dos maiores ganhadores da rede microgaming) e o Carlos “Bola de Gude” Galvão, feitos com reviews de torneios dos próprios jogadores do time e também de alguns profissionais que eles achem interessante pro nosso aprendizado, além do acompanhamento diário via áudio em todas as retas finais.

Queens of Poker:  Quais outros benefícios há em fazer parte do Team?

Beatriz Fonseca: Trocar experiências com os outros jogadores, não só sobre o game em si, mas sobre a rotina e também sobre problemas. Posso dizer que o nosso benefício no CCK é sermos uma família, um cuida do outro, se preocupa, brinca e aprende. O Poker mexe muito com o psicológico e ter pessoas ao lado que te fortalecem e te empurram pra frente é maravilhoso. Além de acompanharmos o jogo uns dos outros e ter a oporunidade de corrigir os leaks em tempo real.

Queens of Poker:  Qual a média de deal dos Teams?

Beatriz Fonseca: Gira em torno de 25 a 50%, dificilmente vai ser mais do que isso.

Queens of Poker:  Tempo de dedicação?

Beatriz Fonseca: Eu acredito que o poker exija tempo de dedicação integral, tudo o que você vai fazer, tem que pensar se não vai afetar a sua disposição e o tempo de estudo individual que é muito importante,  até enquanto você está acompanhando alguém  em alguma reta está se dedicando, aprendendo e aprimorando seu jogo.

Queens of Poker:  Como é a relação com os demais integrantes?

Beatriz Fonseca: O pessoal do CCK se trata como uma família mesmo, temos uma relação bem gostosa, nos damos bem, brincamos, brigamos as vezes, mas nos respeitamos muito.

Queens of Poker:  Os eventos ao vivo são patrocinados?

Beatriz Fonseca: Sim, não acontece em todos os casos, mas no meu são sim.

Queens of Poker:  O Poker é tua única profissão ou exerce mais alguma atividade?

Beatriz Fonseca: Não, me dedico somente ao poker.

Queens of Poker:  O que mudou no teu jogo e na tua vida ao fazer parte do Team?

Beatriz Fonseca: Tudo rsrs Aprendi a ter disciplina, a trabalhar em grupo, ficar feliz pelo resultado dos outros. O meu jogo de junho/2013 pra hoje melhorou absurdamente, não tem nem como comparar, ter alguém te acompanhando o tempo todo e te corrigindo, te fazem crescer muito em pouquissimo tempo. É como aprender inglês em uma escola ou ir morar fora.

Twitter @beatrizlfonseca

Nick Betmotion beafonseca

Poker, mulher e preconceito.

Uma das mais fantásticas características do Poker é a inclusão. Qualquer pessoa, de variadas idades, de ambos os sexos, independente do grau de instrução, com ou sem deficiência física, pode praticar o esporte.

Dá para mensurar o quão democrático isto é?! Apesar do grande apelo desta, vemos uma maioria esmagadora de homens, nos eventos live e online.

Acredito que o número de mulheres aumenta a cada dia, mas ainda assim a disparidade é absurda.

Vamos aos números:

De acordo com o site IG: “O sexo feminino representa 5% dos jogadores.”

No ranking geral do Main Event do BSOP 2013, a mulher melhor colocada foi Simone Zanetti na 57ª colocação. A próxima jogadora melhor colocada no ranking foi Patricia Kim Yamashita, na 91ª colocação.

Ainda no ano de 2013, não tivemos nenhuma mulher em FTs do Main Event.

Até hoje, tivemos uma mulher campeã de um Main Event do BSOP. Gabriela Belizário venceu a etapa de Belo Horizonte em 2008.

Notório que a pouca representatividade das mulheres decorre do pequeno número de jogadoras.

Fica a pergunta: Por que há tão poucas mulheres praticantes de poker?

Se observarmos o universo dos jogos, veremos que a maioria é de homens.

Por exemplo, na relação de pessoas que conhecem que gostam de vídeo game, a maioria não é de homens?

Nos churrascos, as esposas/namoradas não torcem o nariz quando o truco começa?

Talvez esta competitividade que envolve os jogos seja inerente à personalidade masculina.

Qual a opinião de vocês?

Em contrapartida, as mulheres que gostam de jogos e querem jogar poker tem dificuldade em encontrar pessoas para conversar/aprender.

O preconceito com as jogadoras também é grande. Vejam o depoimento de jogadoras:

“Nunca passei por situações constrangedoras ou explícitas de machismo. Mas já tomei ‘falinhas’ desnecessárias e com segundas intenções. Algo insinuando eu ser fraca de poker apenas por ser mulher… falinha _ uhmm hoje está fácil… só mulheres na canhota ‘vo’ forrar…” Jessica Camargo

“O mais absurdo que ouvi foi um: “lugar de mulher é na cozinha, não é em mesa de poker não”. Aqui, eu sofro muito machismo no live sim. E sou muito caçada nas mesas… Mas isso acaba sendo mais motivador ainda. “ Luany de Macêdo

“Infelizmente ainda existe um pouco de machismo no poker – as mulheres, no live, ou são “caçadas” ou são “respeitadas” além do normal. Mas confesso que não acho ruim esse machismo no poker (no live uso a imagem de mulher para ser lucrativa).” Adriana Maia

Posso parecer controversa, mas sou contra torneios exclusivos para mulheres ou mesmo grupos como o nosso, onde homens não são aceitos. Acredito que essa separação de gênero vai contra o espírito do poker, como esporte democrático.

Mas analisando como mulher, é deveras intimidador chegar num salão, onde no máximo 5% das pessoas são mulheres, sentar, jogar, calcular as fichas no pote, ouvir falinhas por ser mulher, ser subestimada (ok, esta parte acho vantajoso rsrs) encarar os outros jogadores (HOMENS) e ser encarada pelos mesmos.

Se é difícil para quem joga, é ainda mais para as jogadoras iniciantes.

No atual quadro é mais do que válido, são necessários torneios, teams, grupos, promoções e o que mais for ajudar a aumentar em quantidade e qualidade o field feminino.

O grupo visa ser um local democrático para que todas as jogadoras, em diferentes níveis de aprendizado, tenham um espaço só delas, mas sonho com o dia em que estes não terão mais razão de haver e que queens e kings dividirão o mesmo espaço, com igualdade e respeito.

Até breve! 😉

Lízia Trevisan – Twitter @liziatrevisan

Dia 11 de janeiro de 2014, nasce o Queens of Poker!

Este é o texto de estreia do nosso Blog!

Quero começar agradecendo às amigas Mercedes Henriques e Jessica Camargo por abraçarem esta ideia comigo. Vocês são demais! =D

Foram três dias de muito trabalho só pra colocar o Grupo no ar. Trabalho muito bem recompensando, quando em menos de 24 horas de existência temos mais de 100 Queens no Grupo! Muito obrigada meninas, trabalharemos mais e mais para rechear o Grupo, Blog e Twitter com conhecimento, promoções e notícias do Poker!

Nesse Grupo queremos unir jogadoras profissionais e amadoras, para que juntas possamos crescer. Certeza que as veremos em muitas FTs e inspirarão outras mulheres a praticar este esporte desafiador e apaixonante!

Este blog será escrito a muitas mãos, inclusive pelas suas! Escreveu um artigo/texto bacana e quer compartilhar conosco? Mande-nos via e-mail para queensofpokerbr@gmail.com, com o assunto “Blog”. Os créditos dos textos serão devidamente informados. Contamos com a participação de vocês!

Criamos às pressas nossa “logo” para colocar tudo no ar. A Monalisa é sem dúvida a mulher mais misteriosa da história, a obra de arte mais conhecida do mundo eeee dona da maior “Poker Face” da face da Terra! rsrs Estamos desenvolvendo outras alternativas de logo e colocaremos todas em votação através de enquete em nossa página/Grupo no Facebook.

Nossa primeira parceria, para abrir o Grupo com chave de ouro, só poderia ser mesmo com a incrível Khatlen Mitzi Guse, percursora no apoio ao Poker e às jogadoras e colunista do “Mulheres no Feltro” na Revista Card Player.

Confiram!

Card Player: http://www.cardplayerbrasil.com/site/especiais_ver.asp?cod=7

Fórum http://www.barbarellapoker.com/

Facebook https://www.facebook.com/BarbarellaPoker?fref=ts

Fiquem por dentro das promoções e novidades através do Twitter @BarbarellaPoker.

Criamos também nossa Home Game no Poker Stars e em breve faremos um torneio inaugural. Adicionem nossa Home Game: ID 886235 – CÓDIGO DO CONVITE mulhernopano
Importante: informar o nome, conforme profile no Facebook, pois só aceitaremos os membros do grupo em nossa Home Game.

Ainda não faz parte do Grupo? Ficaremos honradas em tê-la conosco!

Nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/groups/queensofpokerbr/

Importante: só as mulheres, jogadoras e entusiastas do poker, podem participar do Grupo.

Rapazes, não poderemos aceita-los, porém nosso Grupo é público, todos podem ler o conteúdo. Agradecemos muito por nos ajudar a alcançar o maior número de jogadoras possível.

Siga-nos no Twitter @queensofpokerbr (https://twitter.com/queensofpokerbr)

Beijos, lindonas do Poker!

Lízia Trevisan – Twitter @liziatrevisan