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Campeãs Ranking Queens of Poker 2017

Finalizamos mais um ano do Ranking Queens of Poker!

Apresentamos as dez jogadoras, campeãs do Ranking, que conquistaram o buyn do Ladies Event do BSOP Millions 2017, cortesia do BSOP e Poker Stars!

Parabéns à todas as jogadoras! Nos vemos no BSOP Millions! =D

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Queens of Poker 2016: parceria BSOP

Em 2014 quando criamos esse projeto não tínhamos ideia se teríamos algum êxito. O pensamento é que nós, mulheres, tínhamos que nos unir e organizar para que tenhamos crescimento no poker. A verdade é que o Queens of Poker superou todas as nossas expectativas, tanto pelo apoio como pelo carinho das meninas.

Mas tão importante quanto o apoio das meninas é o da comunidade do poker, pois sem ele não conseguiríamos gerar oportunidades, tampouco iniciaríamos o nosso terceiro ano de existência.

Representamos menos de 5% do Field, criar do zero um projeto específico para um grupo ainda pequeno é um grande desafio. Batemos de “porta em porta” sempre buscando reais oportunidades de inserção e crescimento/aprendizagem. Sempre tivemos a preocupação de não deixar o projeto virar uma distribuidora de brindes. Nesses dois anos os prêmios concedidos sempre visaram o aprimoramento do jogo através de livros da Raise Editora, coachings com jogadores profissionais, vagas para grandes torneios online e live, incremento de bankroll. Essa preocupação vem de encontro ao objetivo do projeto, pois acreditamos que só teremos resultados importantes com estudo, experiência e volume, conseqüentemente o crescimento numérico, proporcionando que mais mulheres tenham contato com o esporte através de tantas jogadoras que nos inspiram.

É com muito orgulho que anunciamos que o BSOP é nosso mais novo patrocinador! Serão cinco vagas para o Ladies Event do BSOP Millions 2016 para as melhores colocadas do nosso Ranking!

LOGO BSOP

Convidamos a Lara Bruno Machado Campos, Diretora de Operações do BSOP, para falar sobre a parceria. Aproveitamos para agradecer a ela, pois desde o início nos incentivou, nos atendendo sempre com o profissionalismo e simpatia que são suas marcas registradas! Se nós perseveramos é graças a pessoas como você. OBRIGADA!

Lara Bruno Machado Campos, Diretora de Operações do BSOP
Lara Bruno Machado Campos, Diretora de Operações do BSOP

 

Conte-nos um pouco de sua história, quando e como conheceu o poker, como é trabalhar num dos maiores eventos do mundo, quais atividades exerce.

Lara: Eu conheci o poker no início de 2009. Nesta época, eu já trabalhava com eventos há algum tempo e havia feito uma pós-graduação no tema. Fiquei feliz em ser convidada pelo Igor Federal para organizar o “Prêmio Flop” pelo grupo Superpoker e foi aí que tive os primeiros contatos. Depois disso, ajudei a organizar a parte de produção do torneio 750K.

A minha experiência no mercado de eventos e os primeiros contatos positivos com torneios fez com que o pessoal do BSOP enxergasse uma oportunidade de me trazer para tocar a produção do evento.

Hoje sou a responsável por toda a produção e logística do evento, incluindo o planejamento e execução de tudo o que não é relacionado a poker mas, sim, ao evento em si.

 

O primeiro torneio Ladies  foi no Millions de 2011, com um total de 69 Jogadoras, a campeã  Fabiana La Foz ganhou R$ 5.250,00, em segundo lugar Kelly Zumbano e terceiro Lilian Costa.
O primeiro torneio Ladies foi no Millions de 2011, com um total de 69 Jogadoras, a campeã Fabiana La Foz ganhou R$ 5.250,00, em segundo lugar Kelly Zumbano e terceiro Lilian Costa.

 

Por que o BSOP fez do Ladies Event um torneio de sua grade regular, já que anteriormente somente em algumas etapas ocorriam?

Lara: O BSOP foi aumentando o número de torneios em suas etapas de forma bem gradual. Sempre notamos que muitas mulheres acompanhavam maridos, namorados e amigos nos torneios, mas tinham receio de se inscrever para disputar. O poker é um esporte mental que não limita a participação de ninguém. Jovens e pessoas mais velhas podem disputar de igual para igual, pessoas com deficiências físicas disputam. Oras, se é um esporte da mente, porque teríamos pouquíssimas meninas disputando em pé de igualdade com os garotos?

Por isso, no “Millions” de 2011, fizemos uma primeira experiência de um torneio 100% feminino. A experiência foi um sucesso e passamos a repetir em algumas etapas. Inicialmente duas vezes por ano.

Depois, em 2014, resolvemos adicionar o torneio à grade de todas as etapas. Hoje o Ladies é um torneio regular em nosso calendário e de lá ele não sai.

Mesa final do Ladies Event do BSOP Millions 2015. Field record de 164 jogadoras, total arrecado de R$ 61.630, 00. A campeã foi Elide Miyashiro de Abreu que ganhou R$ 14.330,00.
Mesa final do Ladies Event do BSOP Millions 2015. Field record de 164 jogadoras, total arrecado de R$ 61.630, 00. A campeã foi Elide Miyashiro de Abreu que ganhou R$ 14.330,00.

 

 

O que as meninas que desejam jogar o Ladies Event podem esperar do torneio? O que a organização preparou para 2016? Como ocorre em alguns países, homens podem participar?

Lara: Sempre procuramos formatar os torneios para quem efetivamente participa. Como nas etapas regulares do BSOP (excetuando-se o Millions), os torneios paralelos invariavelmente ocorrem nos mesmos dias do Main Event, a grande maioria das participantes do Ladies acabam sendo jogadoras que estão acompanhando alguém ou que querem ter uma primeira experiência com um torneio de poker. Isso porque as profissionais, em geral, continuam brigando pelo Main Event ou High Rollers. O Ladies muitas vezes é a porta de entrada para as mulheres no live.

Por este motivo, o torneio tende a ter uma estrutura de 1 só dia. Porém, damos a ele um cuidado especial para que também não seja algo muito rápido e que tire o prazer de jogar um bom poker, além dos mimos de sempre que preparamos, especialmente para elas.

No BSOP apenas aceitamos inscrições de mulheres no Ladies.

Presentes paras as Ladies.
Presentes paras as Ladies.

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O poker é um esporte democrático, onde homens e mulheres jogam em condições igualitárias. Qual a importância de um torneio exclusivamente feminino?

Lara: A importância é muito grande! O poker é um esporte no qual a maioria dos participantes são homens. Mas isso é só porque a maioria das mulheres ainda não descobriu o quanto ele é simples de se aprender e o quanto que nós, detalhistas natas, conseguimos extrair de vantagem.

O Ladies tem justamente a importância de apresentar um novo mundo para novas praticantes sem que elas tenham que se sentir intimidadas num mundo com uma maioria tão grande de homens.

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O que motivou a parceria com o Queens of Poker?

Lara: A perseverança das organizadoras em fomentar o grupo para a adesão de novas praticantes foi definitiva!

Fico muito feliz em poder contribuir e espero que a maioria das meninas percam o receio de disputar os torneios de poker. Mulheres são tão boas jogadoras quanto os homens e não existe razão para não querer sentar-se às mesas e buscar o bracelete. Duas já fizeram isso no M.E. do BSOP… ainda faltam mais vitórias nossas!

O BSOP está de braços abertos para receber a todas as competidoras.

Os tipos de jogadores que as mulheres encontram nas mesas.

É sabido que há diversas nomenclaturas para classificar os jogadores de poker no que tange ao estilo de jogo.

Mas a que proponho aqui é para ilustrar o comportamento dos homens quando há mulheres nas mesas. Algumas meninas podem sentir-se intimidadas em participar de eventos live justamente pelo número reduzido de mulheres. Quero tentar transmitir um pouco da minha experiência.

O pró: serve também para os regulares. Esses pintam um alvo na tua testa no quesito roubo de blinds. Temos a fama de “ultra tight”, então prepare-se para muita ação, principalmente quando estiver no BB. A ideia é que não enfrentarão muita resistência aumentando pré flop, somente quando a oponente estiver no topo do range. Se perceber que um malandro está fazendo isso, 3bet na cachola dele, use da imagem de mulher. Comigo já não dá certo faz tempo, acho que tenho cara de mentirosa ou dou muito tell – o que seria bom se viesse valor para mim com mais frequência do que o Cometa Halley.

O pavão: são uns fOfOs. Sempre gentis e educados, puxam conversa e tendem a não se envolver em mãos contigo. O fato de serem atenciosos não quer dizer que estão te cantando; alguns homens são por natureza “pavão”, sentem necessidade de se sobressair sobre os demais “machos”, exibindo-se para as mulheres afim de monopolizar a sua atenção. Como eles querem mantê-la na mesa, cuidado redobrado quando estiverem disputando uma mão. Se estão envolvidos, tem caroço nesse angu! Há uma variação desse tipo que tenta fazer charminho ao mesmo tempo em que arma AQUELA trap.

O flopeiro: com esses tu pode tiltar. Pagam os teus aumentos na maldade com quaisquer duas cartas, geralmente baixas, para te quebrar. Com a imagem “ultra tight” da mulher o plano é acertar um board baixo, que não conecte com o range da agressora. Mesmo se não acertarem, acreditam que podem puxar o pote blefando. Já ouvi falinha como “vejamos se eu consigo quebrar o teu par”. Pior é que conseguiu, call com J2s, flush runner runner. Eu tinha QQ. Maldita memória de elefante!

O tiozão: não se engane, não tem idade. São indiferentes a nós. Muito limp/call, de AA a 54. É um tipo de flopeiro, só que passivo pré flop. Quando betam ou donk betam, pode crer que acertaram. Cuidado quando tomarem 3bet. Perdi um pote grande com AQo por causa de kicker (o indivíduo limpou AK). Todo castigo para quem “limpa” AK é pouco, mas não foi dessa vez…

O Neanderthal: ao contrário do que afirma a comunidade científica, eles não estão extintos, creia. É uma espécie que acredita que o último lugar do mundo em que uma mulher deve estar é numa mesa de poker. São grosseiros, mal educados e podem chegar a ser desrespeitosos. Infelizmente, já tive algumas experiências. Ouvi coisas como “gosto de jogar contra quem sabe, não com quem só enfeita a mesa”. O fato é que para eles é inaceitável perder para uma mulher. Eu acredito que a melhor resposta seja na mesa, jogando e tirando as fichas da criatura. Mas se as indiretas virarem diretas e ultrapassararem o teu limite de tolerável, peça para que o dealer chame o floor/diretor de torneio e explique a situação. O poker é antes de tudo um evento social, deve ser divertido e prazeroso. Não é justo que tirem isso de você ou de qualquer jogador. A boa notícia é que são burros e farão de tudo para te tirar da mesa, uma ótima oportunidade para fazer fichas. Aconselho que apostem por valor contra esses oponentes porque, minha amiga, eles vão te pagar, ahhhh vão!

O Marido: para os casais, parceiros no poker, ocasionalmente cairão na mesma mesa. Aqui és tu quem manda. Pensa nisso como uma extensão da tua casa. Se ele for do tipo rebelde, nada que uma noite no sofá não resolva. “Meu marido. Meu amor. Encare isso como licença poética”. =*

O restante: quer suas fichas, como os anteriores.

O live para mim é diversão, meu momento de descontração depois de uma semana de trabalho, de rever os amigos, de dar e levar bads e rir em ambas as situações.

Convenhamos, a variância no live é absurda e fazer volume é difícil. Então, divirta-se!

Lízia Trevisan

Torneio CT Super Poker e Queens of Poker

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Desde a criação do Queens of Poker sempre buscamos parcerias que proporcionem oportunidades de crescimento para as mulheres no Poker. É com muita alegria que anunciamos a parceria com o CT Super Poker, a melhor escola online de poker!

Para lançar nossa nova parceria, torneio especial com 100 dólares garantidos mais uma assinatura mensal do CT Super Poker para a campeã!

Torneio EXCLUSIVO para mulheres!

Todas as meninas que jogaram o nosso Ranking de 2014 já estão aptas para inscrição no torneio.

LOBBY

Quem ainda não participou de nenhum de nossos eventos, participe do nosso grupo no Facebook e solicite o convite para os nossos torneios e fique por dentro de nossas promoções!

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Twitter @queensofpokerbr

Entrevista com Khatlen Guse, Barbarella Poker

Entrevista mais que especial com a Khaty, criadora do Barbarella Poker juntamente com a Karem, sua irmã. Aqui preciso abrir um parênteses. Nos conhecemos através de um fórum de poker em 2009. A revelia de toda dificuldade, na época muito maior, elas arregaçaram as mangas, criaram o Barbarella e lançaram-se nessa jornada de promover o poker e galgar oportunidades para jogadores amadores. Acompanho o trabalho das gurias desde o início e fui beneficiada como jogadora pelas inúmeras oportunidades geradas através dos eventos que promovem. Tudo isso sempre pautadas na coragem, idoneidade e carisma, características inerentes a essas pessoas. Agradeço não só pela gentileza de nos conceder esta entrevista, mas por tudo que fizeram e fazem por nós, jogadores, e pelo poker.  Muito obrigada em nome de toda a Equipe Queens of Poker!

Como a Khaty diria… weeeeeeeeeeeee! 😀

 

Khatlen Guse
Khatlen Guse

 

Queens of Poker: Gostaríamos de saber sobre você e como foi o primeiro contato com o poker.

Khaty: Olá amigas do Queens of Poker! Muito obrigada pelo convite! Meu primeiro contato foi assistindo uma transmissão da WSOP em 2009 no FX, fiquei maravilhada com tudo! Depois disso comecei a pesquisar na internet sobre o jogo em si, fóruns de poker no Brasil para aprender as regras e saber onde eu poderia praticar, e saber que era possível jogar online fez com que eu ingressasse imediatamente neste universo. Joguei muito play money e freerolls até aprender a jogar o jogo rsrs. Jogo freerolls até hoje, acho muito legal, o poker tem disso, não importa a que se joga, o jogo é o mais importante.

 

Barbarella Transparente

 

Queens of Poker: O que a motivou a participar mais ativamente do universo do Poker, com a criação do Barbarella Poker e a Coluna Mulheres no Feltro, na Card Player?

Khaty: Eu sempre fui comunicativa, gosto de interagir com as pessoas. O Barbarella Poker e a Coluna Mulheres no Feltro surgiu da necessidade que tínhamos de ter um espaço feito por mulheres e onde as mulheres se sentissem valorizadas e prestigiadas, por isso meu carinho mais que especial quando as mulheres se unem para este fim, como o Queens of Poker.

A Barbarella foi o legítimo faça do limão uma limonada, fui ofendida num portal de poker, este portal nem existe mais, mas eu jamais esquecerei, e as ofensas principais foram em função de eu ser mulher e que eu não devera estar ali; pronto rsrs, foi o que bastou para eu então criar um ambiente feito por mulheres e para mulheres principalmente. Ali todos podem entrar, nós aceitamos ambos os sexos. Mas os meninos tem consciência de que sempre terão que respeitar as meninas, de que elas sempre terão eventos voltados especificamente para elas, visando à inclusão. Qualquer minoria deve ter um incentivo a mais, espero que um dia não seja mais necessário, mas na atual conjuntura, precisamos sim apoiar as mulheres de forma diferenciada. Outro ponto que exigimos é muito respeito, sou muito chata com isso, prezo demais o ambiente familiar, e assim conseguimos atrair também o publico de mais idade que às vezes se sente excluído, sempre quando uma senhora de mais idade entra no portal eu faço questão de dar uma atenção especial, pois sei que tudo é mais difícil para elas, pois o ambiente online acaba privilegiando o público mais jovem.

Sobre a Coluna Mulheres no Feltro, foi uma consequência do Barbarella, o convite de integrar o time de colunistas da Card Player, e ainda focar no universo feminino, para mim foi um presente, me sinto muito feliz pela coluna. Ali nós mostramos as personalidades femininas que já estão presentes em nosso cenário nacional, assim como as novas jogadoras que estão se destacando. Destacamos também as pessoas e grupos que ajudam e batalham pela inclusão das mulheres no poker, devemos sempre divulgar e apoiar, viralizando esta informação, além de algumas matérias ligadas a consumo, tudo que gire em torno do universo feminino. Mas tentamos adotar sempre uma linguagem que atraia os meninos também, nosso interesse é atingir todos os leitores para que haja uma inclusão definitiva das mulheres no esporte.

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Queens of Poker: Tens muito contato com personalidades do esporte? Pode destacar alguém pela pessoa ou histórico no poker?

Khaty: Sim tenho muito contato com as personalidades do poker, minha função é buscar a notícia, a pauta, para transmitir a todos por meio das colunas, tem a Mulheres no Feltro no site da Card e a Card Drops na revista impressa que trata de assuntos diversos ligados ao poker. É muito legal falar com as estrelas, pois eu tenho meu lado fã rsrs. Todas que eu conversei até hoje, sem exceção, são extremamente gentis e solícitas, às vezes é difícil conseguir o contato, pois muitos viajam sem parar ou estão grindando, jogador de poker trabalha demais e com o tempo eu consegui me adaptar qual hora e ocasião são melhores para o contato. Tem que ter perseverança, para eles é difícil também, por isso valorizo cada segundo que param para conversar e dar entrevistas. Já conversei com o André Akkari, Alexandre Gomes, Raul Oliveira, Alessandra Braga, Larissa Metran entre outros, mas com relação a histórico no poker, a linha de todas estas pessoas exemplares é que nada foi fácil, que abriram mão de muitas coisas e que tiveram decisões muito difíceis a tomar, para chegarem ao patamar que estão hoje. Cada vez que falo com uma das estrelas do poker eu fico mais fã ainda, é uma experiência muito legal.

Khatlen Guse
Khatlen Guse

 

Queens of Poker: Como jogadora, quais as tuas aspirações? Quais eventos pretende jogar este ano?

Khaty: Me considero uma atleta entusiasta, sou apaixonada pelo poker e pelo universo feminino dentro dele, adoro jogar mas sou recreacionista, quando posso faço cursos de aperfeiçoamento e leio livros. Como meu trabalho principal é fora do ambiente do poker, sou economista atuante, eu jogo quando sobra um tempo. Jogo mais online e muito pouco live. Pretendo jogar mais ao vivo esse ano, como a Copa do Mundo de Poker em Porto Alegre, os torneios estaduais daqui e quem sabe o BSOP mais para o final do ano, os torneios ao vivo são os melhores locais para interagirmos com o grupo, além de mais emocionantes. Minha principal aspiração este ano como jogadora é ter mais tempo para os torneios ao vivo.

 

Khatlen Guse, foto by Karem Gusi
Khatlen Guse, foto by Karem Gusi

 

Queens of Poker: Poderia falar sobre o Barbarella Poker e projetos para este ano?

Khaty: O Barbarella está sofrendo agora algumas mudanças importantes, estamos atualizando o portal e sua base, temos quase 2.000 membros no site além das páginas no Facebook e Twitter, nosso foco principal é melhorar a comunicação com os membros, deixando um ambiente de fácil acesso inclusive uma maior integração com as redes sociais, este ano estamos abrindo várias áreas do portal ao publico que ainda não é membro, mas mantendo a privacidade de todos que estão lá, como os perfis de cada um. A grade de torneios que estamos estudando para este ano seguirá a mesma linha dos anos anteriores, torneios exclusivos para elas, torneios de apoio para elas no ao vivo, e também nossos torneios unissex que ajudam na integração do grupo todo.

 

Queens of Poker: Já sofreu preconceito de outro jogador por ser mulher?

Khaty: No online sim, já vi pessoas desrespeitosas, mas isso tem diminuído, tenho o hábito de chamar os moderadores, é um recurso disponível nas salas de poker e eu uso mesmo, dou print e denuncio. Mas ao vivo não, sempre fui tratada com muito carinho e respeito por todos, sei que muitas mulheres sofrem e devemos estar sempre atentas, não só nós as mulheres, mas é dever de todos sair em defesa das pessoas que sofrem qualquer tipo de preconceito. Eu tenho um perfil gentil e bem humorado, mas num caso desses com certeza eu sairia em defesa de forma incisiva, para certas coisas eu sou muito brava.

 

Queens of Poker: O que o poker agregou na tua vida?

Khaty: O poker é um esporte que pode mudar tua concepção sobre varias coisas e te testa a cada momento, você precisa ser agressiva em certas ocasiões, ser paciente em outras, ter sangue frio em muitas outras, e tudo isso é um grande aprendizado. Na parte social é um esporte que agrega muito as pessoas, no poker você ganha amigos para a vida toda.

Entrega de Prêmios Evento Ladies PAPT
Entrega de Prêmios Evento Ladies PAPT

 

Queens of Poker: O que falta para aumentarmos a participação feminina no Poker?

Khaty: Estamos num caminho sem volta, os sites, grupos, cursos e times femininos vieram para ficar, ainda há muito a ser feito e não podemos desistir, o numero de mulheres ainda é tão pequeno que temos espaço para muito mais portais, grupos, colunas, times e torneios exclusivos para elas, não vejo no médio prazo o esgotamento desta demanda. Mais, mais e mais, este deverá ser nosso lema nos próximos anos. A receptividade é grande e o mercado mais ainda, o bom é sabermos que o mercado já sabe disso, precisamos seguir em frente.

 

Queens of Poker: Poderia dar alguns conselhos para as jogadoras que estão iniciando?

Khaty: Acho que elas precisam aumentar a confiança e brigar pelo seu espaço, digo por experiência nossa, inclusive de vocês amigas do Queens of Poker, a época que começamos era bem pior, ainda há muito que melhorar, mas as jogadoras precisam saber que tem muita gente de ambos os sexos que batalham para que todas as jogadoras sejam prestigiadas. Acreditem que o espaço é de vocês, não deixem de participar se alguma dificuldade acontecer, a recompensa pela perseverança é fantástica, o poker é um esporte mental, onde todos, sem exceção, podem participar e se divertir.

 

Canais do Barbarella Poker:

Site http://www.barbarellapoker.com/

Facebook https://www.facebook.com/BarbarellaPoker?fref=ts

Twitter @BarbarellaPoker https://twitter.com/BarbarellaPoker

Coluna Mulheres no Feltro na Card Player  Player http://www.cardplayerbrasil.com/site/especiais_ver.asp?cod=7

Entrevista exclusiva com Igianne Bertoldi, Campeã do BSOP Foz do Iguaçu

A Etapa de Foz do Iguaçu do BSOP teve como protagonista Igianne Bertoldi, até então desconhecida do grande público. Todos pararam para ver essa menina de apenas 24 anos escrever em letras maiúsculas sua própria história no poker. E que história! Segunda mulher a cravar uma Etapa do Main Event do BSOP, sendo a primeira disputada em sua carreira. Com humildade e determinação, superou um field de 569 entradas, cresceu na FT e com um emblemático par de damas, consolidou sua vitória. Conquista duplamente grandiosa por superar tantos jogadores, muitos profissionais, e ainda representando menos de 5% do field, correspondente ao percentual de participantes do sexo feminino no evento.

Igianne

Agradecemos a generosidade em nos conceder esta entrevista e estamos na torcida para que muitos outros resultados façam parte de tua carreira!

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Queens of Poker: Gostaríamos de saber mais sobre você, natural de que cidade, aonde mora, como foi o primeiro contato com o poker e a quanto tempo atua como dealer.

Igianne: Olá meninas, primeiramente obrigada pelo convite. Sou natural de Balneário Camboriú, morei aqui praticamente a vida inteira e amo demais esse lugar. Comecei a jogar poker aqui, entre amigos, acredito eu que como a grande maioria, né?! Jogávamos uma vez por semana num torneio que eu mesma organizava em minha casa ou na casa de algum outro amigo/jogador. Era apenas uma brincadeira, jogávamos em uma ou duas mesas com buy-in de R$5,00 e rebuys ilimitados. Atuo como dealer a aproximadamente um ano e meio. Comecei em uma casa de poker aqui em BC mesmo, por convite de um amigo. Depois começaram a aparecer os eventos e até então trabalhava no 4Aces Poker Club.

Queens of Poker: Ser dealer agregou que aprendizado a prática do esporte? Acredita ter apurado a leitura dos oponentes decorrente da profissão?

Igianne: Ter me tornado dealer despertou ainda mais a minha paixão por esse esporte. Além de presenciar e discutir muitas mãos todos os dias, sempre observei muito e tentava adivinhar a mão dos jogadores antes do showdown.

Queens of Poker: Tens uma rotina de estudo? Já contratou algum coach?

Igianne: Olha, ser dealer não é moleza não, nosso tempo é curto! Mas li alguns livros antes da profissão e depois que comecei a dar cartas li muitos artigos e assisti bastante vídeo aulas. Agora sim, depois dessa alegria de ter ganhado uma etapa do BSOP, minha prioridade é me aperfeiçoar e estudar, já estou me organizando para os coachs.

Queens of Poker: Ser mulher ajuda, atrapalha ou é indiferente no poker? Já sofreu preconceito por ser mulher, seja como dealer ou jogadora?

Igianne: Nunca sofri nenhum tipo de preconceito pelo fato de ser mulher enquanto trabalhei ou joguei. Mas acredito sinceramente que nossa postura e a maneira que nós mesmas nos fazemos presentes numa mesa de poker é o que faz toda a diferença. Claro que já fui a presa pra muitos jogadores profissionais durante um torneio, afinal a mulher tem a imagem mais tight do que o homem na maioria das vezes, ou pelo menos até você mostrar pra eles que não vai ficar passando tribets lights toda hora não…rs Que você também joga e pensa poker.

Queens of Poker: Como surgiu a oportunidade de jogar o BSOP Foz do Iguaçu? Foi através de recursos próprios, satélite ou investidores?

Igianne: Eu estava trabalhando num evento em Balneário Camboriú, o Catarina Poker Fest, quando primeiramente um amigo jogador me perguntou se eu iria. Disse à ele que não, pois as despesas eram muito altas, e então ele me deu a feliz notícia que se eu quisesse ir meu buy-in estava garantido, topei na hora. Logo depois outro amigo jogador perguntou se eu não iria trabalhar na etapa do BSOP em Foz do Iguaçu e eu respondi que estava pensando em jogar, foi então que surgiu mais um anjo me oferecendo também os buy-ins e passagem. Não tinha como não ir e perder essa oportunidade de jogar um torneio desse porte e importância.

Queens of Poker: Além do grandioso feito de quebrar o jejum de mulheres campeãs do Main Event do BSOP, contaste em entrevista que esta era a tua terceira participação num torneio de grande proporção e a primeira vez num BSOP. É comum os jogadores traçarem uma estratégia para eventos desse porte mas acreditamos que o resultado superou todas as tuas expectativas face a pouca experiência nestes eventos. Poderia nos contar um pouco como foi a tua trajetória no torneio até o ITM? Passaste para o dia dois acima, abaixo ou na média de stack? Adotou diferentes estratégias para cada etapa do torneio?

Igianne: Foi um orgulho, enorme prazer e felicidade quebrar esse jejum. Realmente foi minha primeira participação num BSOP. O resultado não só superaram as minhas expectativas, como do Brasil inteiro. A vontade era grande e a torcida maior ainda. Joguei o dia 1 e não foi bom, meu desempenho deixou a desejar e não passei pro dia 2. A segunda tentativa no dia 1B, o jogo encaixou e entrei no ritmo, passei a cima da media com 121K. A partir de então meu próximo objetivo era chegar ITM. Cheguei bem em fichas na primeira zona de premiação e o jogo foi melhorando. Quando me dei conta já estávamos em 40 players e eu feliz demais pelo resultado. Me colocaram na mesa da TV, eu estava short me recordo bem dos 80K em fichas. Blinds 3.000/6.000. O jogo foi fluindo consegui dobrar meu stack num glorioso AA. Passamos em 15 para o dia final e eu estava numa pilha só, agora o objetivo era FT. Eliminei Spock num QQxAK e formamos a FT. Foram muitas mãos, muitos potes, mas segui a mesma linha e a mesma estratégia durante toda a mesa final. Fui agressiva e minha concentração nunca foi tão boa, estava focada e determinada a levar o troféu pra casa.

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Queens of Poker: Mensurava tamanha torcida pelo sucesso de uma mulher ou foi surpreendida pela mobilização nas redes sociais? Em algum momento sentiu a pressão pela expectativa de um grande resultado de uma mulher?

Igianne: Tinha noção que na minha cidade, meus amigos e minha família torceriam muito por mim. Mas sinceramente não esperava os mais de 600 novos amigos no Facebook do dia para a noite (rsrs). Foram muitas solicitações de amizade, muitas mensagens, muitos parabéns. A galera acompanhou e vibrou muito com a minha vitória isso me deixou ainda mais feliz. A pressão que eu senti vinha de mim mesma, era uma oportunidade que eu não podia deixar passar e quanto mais chegava perto, mais eu me obrigava a continuar. Eu desejei demais essa vitória.

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Queens of Poker: FT formada e o sonho do 1º lugar mais próximo, em que momento tiveste consciência de que não era só possível, mas muito palpável a conquista?

Igianne: Quando estávamos em three-handed  foi o momento que me senti mais confiante.

Queens of Poker: Como está sendo o “pós conquista”? O que mudou?

Igianne: A ficha vai caindo aos poucos, é uma emoção muito grande. Estou ainda reestruturando minha vida, respondendo a todos que torceram por mim e planejando o que vai ser daqui pra frente.

Queens of Poker: Sempre almejou ser uma jogadora profissional? Quais são seus planos? Pretende fazer todo o circuito BSOP neste ano?

Igianne: Sempre quis ser uma jogadora profissional e esse sonho está cada vez mais perto agora, depois dessa conquista. Quero estudar muito e me dedicar agora. E pretendo sim fazer todo o circuito BSOP este ano. Entre outros torneio que já tenho em mente.

Queria agradecer mais uma vez a torcida de todos e em especial das mulheres. Só nós sabemos a dificuldade que é chegar numa FT e cravar um torneio dessa proporção. Espero vê-las muito mais nas mesas agora. Vamos nos fazer presentes nesse esporte da mente tão incrível e que vem crescendo no Brasil e no Mundo. Nossa presença é indispensável meninas. Nunca desistam dos seus sonhos, pois do dia pra noite ele pode se tornar realidade, basta acreditar e se dedicar.

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As fotos que ilustraram esta entrevista foram cortesia do Cristian Andrei, fotógrafo do Site Caras do Poker. Confiram este e outros trabalhos no site http://carasdopoker.com/

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