Arquivo da tag: Mercedes Henriques

Convocação Queens of Poker

Iniciando nosso terceiro ano de existência, tentamos ao máximo buscar oportunidades para nossas participantes. Para isso, não só contamos, mas precisamos da participação de vocês.

Observem que o Queens of Poker não tem fins lucrativos, eu  e a Mercedes Henriques não temos nenhum tipo de remuneração, premiação, patrocínio pessoal, presentes/brindes/buyns ou afins. Fazemos por amor e por crer que juntas somos mais fortes, que devemos ter nosso espaço, opinar e nos ajudar mutuamente.

Não somos profissionais, somos jogadoras amadoras que investem tempo e dinheiro nesse projeto. Por isso pedimos que nos prestigiem, mostrem a nossa força, tragam mais meninas.

Você que já possui representatividade/notoriedade (independente do sexo), fale de nós, ajude-nos! A contribuição não é restrita a dinheiro. Todos podem colaborar com posts (nosso site é um canal e espaço de todos), coachings, contribuição com livros para sorteios/promoções, enfim, iniciativas que visam crescimento/aprimoramento das mulheres no poker.

Mandem seus resultados para que possamos compartilhar e que inspiram a todas nós.

Só assim, resultado de um esforço conjunto, esse projeto terá longevidade e alcançará novos patrocinadores, conseqüentemente, mais oportunidades para todas.

Nosso muitíssimo obrigado a todas as meninas e parceiros que nos apóiam e ajudam na divulgação desse projeto que tanto batalhamos para manter e crescer.

Beijos Queens, jogadoras guerreiras de todo o Brasil!

Mercedes e Lizia
Mercedes Henriques e Lizia Trevisan, fundadoras do Queens of Poker
Anúncios

QUEENS OF POKER 2016: PARCERIA BETMOTION

Em janeiro de 2014 eu (Lizia) me inscrevi no processo seletivo do Akkari Team Feminino. Fiquei entre as 20 pré selecionadas, mas não fui chamada. O bacana dessa experiência foi que contatei um monte de meninas, até então conhecia pouquíssimas jogadoras. Show a iniciativa do Akkari Team, mas analisando o todo não podemos esperar somente a iniciativa alheia. Temos que nos unir e organizar, opinar e criar oportunidades para todas. Assim tive a ideia de criar o Queens of Poker. Convidei duas jogadoras para tocar o projeto, a Mercedes, uma das primeiras jogadoras que conheci e que se tornou uma grande amiga, e a Jessica Alvarenga, que também foi uma das pré selecionadas, foi super receptiva e abraçou de cara a empreitada! Assim nasceu o Queens of Poker.

Mas e agora? O que fazer? Estávamos quebrando a cabeça quando uma luz se acendeu, o Betmotion! Sempre pioneiro no incentivo do público feminino, eles investiram no nosso projeto e juntos desenhamos o Raking do Queens of Poker. Também foram responsáveis por outro patrocínio incrível, o da Raise Editora. Não conhecíamos ninguém dos bastidores, éramos apenas três jogadoras amadoras com uma idéia e a vontade de fazer acontecer. Eles fizeram essa ponte e nos colocaram no mapa. Sem eles, dificilmente estaríamos aqui, iniciando nosso terceiro ano de existência e conquistas. Nossos agradecimentos aos queridos Leonardo Baptista e Fabrício Murakami, não só por apoiarem o projeto, mas por acreditar na gente, no nosso trabalho, na nossa idoneidade. Vocês são incríveis!

Tão incríveis que além dos cem dólares garantidos em todas as etapas e premiação em dinheiro para as três melhores colocadas dos Rankings mensais, o Betmotion dará cinco vagas para o Ladies Event do BSOP Millions 2016!

Serão ao todo dez vagas do Ladies Event do BSOP Millions 2016 distribuídas no Queens of Poker para as melhores colocadas do Ranking anual!

BETMOTION

 

Fabrício Murakami, Product Manager do Betmotion Poker, falou conosco sobre a Empresa, iniciativas e sua visão sobre o mercado feminino: 

Como o poker surgiu na tua vida profissional?

Fabrício: Fui contratado pelo Betmotion (na época o site chamava-se Apostou Ganhou) em 2009, pois a empresa queria implementar o Poker como uma de suas verticais.

O poker surgiu na minha vida em uma época bem difícil pessoalmente falando: estava desempregado, com a minha esposa grávida. Fiquei desempregado por mais ou menos um ano e meio, quando descobri o poker através de uma revista e comecei a estudar a teoria do jogo e jogar torneios online e alguns live (nessa época confesso que o Poker me ajudou a pagar algumas contas).
Algum tempo depois, já estava trabalhando, quando fiquei sabendo através das redes sociais, que uma empresa estava à procura de um profissional da área de Marketing que conhecesse o mercado do Poker. Foi aí que acabei fazendo algumas entrevistas e fui contratado.

Fabrício Murakami, Product Manager do Betmotion Poker
Fabrício Murakami, Product Manager do Betmotion Poker

 

O Betmotion possui a quanto tempo, em sua grade, torneios exclusivos para mulheres? O que motivou essa iniciativa?

Fabrício: Começamos com torneios exclusivos em 2010 junto a Khaty do Barbarella. Na época promovíamos juntos o ranking FIFTYs (que existe até hoje no Betmotion e que é um tremendo sucesso) e posteriormente veio os torneios exclusivos para o público feminino.

Como foi formar o primeiro e único Team exclusivo de mulheres?

Fabrício: A ideia foi do Lucas Arnold (do Troll Team do Betmotion). Ele criou a iniciativa e apoiamos a ideia por achar algo muito importante para o crescimento do poker junto ao público feminino.

Observando todo o histórico, podemos ver que o Betmotion sempre investiu no público feminino, seja através de torneios, Team ou jogadoras patrocinadas como Ale Braga, Carol Dupré e Milena Magrini. Qual a visão do Betmotion sobre as jogadoras, quando e por que decidiram investir nesse público?

Fabrício: Acreditamos que o poker é um esporte democrático onde, independente do gênero, faixa etária e condição física, proporciona aos praticantes algo muito bacana que é a igualdade. Por conta disso, investir nesse segmento foi apenas um meio de apresentar de forma mais abrangente esse status de igualdade.

Milena Magrini, Leonardo Baptista e Carol Dupré.
Milena Magrini, Leonardo Baptista e Carol Dupré.

 

Qual a importância de um torneio exclusivamente feminino?

Fabrício: Como comentei anteriormente, simplesmente para mostrar para as mulheres que estão iniciando, que se trata de um esporte democrático. Oferecer algo específico para esse público é apenas uma forma de abrir portas para que novas jogadoras recreativas se habituem a esse universo e possam jogar torneios normais em pé de igualdade com qualquer outro jogador.

Ale Braga
Ale Braga

 

Como o mercado vê o público feminino? Podemos dizer que é diferente dos homens?

Fabrício: O mercado hoje aceita muito melhor o público feminino do que há alguns anos atrás. Exemplo disso é que cada dia que passa, vemos mais mulheres disputando torneios ao vivo e jogando um poker de excelente nível! Muito embora o universo masculino seja muito maior nesse esporte (haja vista o número de jogadores x jogadoras em torneios), temos que concordar que o desenvolvimento das mulheres no Poker ao longo desses anos, tem sido notável!

O que motivou a parceria com o Queens of Poker, o que esperam e como contribuirão?

Fabrício: Em primeiro lugar conseguimos enxergar paixão no que vocês fazem! Vimos que vocês produzem, atualizam e trabalham em prol de um objetivo que é a divulgação do Poker dentro do universo feminino, sem olhar nenhum tipo de vantagem pessoal, simplesmente porque amam o esporte. Foi exatamente por isso que todos os anos tentamos melhorar a premiação, bem como procurar formas alternativas de deixar o Ranking Ladies cada vez mais atrativo para o público feminino.

Bom, primeiramente gostaria de agradecer demais a parceria da Queens of Poker, em especial na pessoa Mercedes e da Lizia e dizer que estamos muito satisfeitos com o trabalho desenvolvido por vocês ao longo desses anos de parceria. Gostaria de aproveitar a oportunidade para convidar todas as mulheres que já jogam poker (e também as que não jogam) a se juntar a nós no ranking desse ano, que está repleto de novidades e prêmios incríveis! Dizer ainda, que mais do que disputar os prêmios do Ladies, convido a todas as simpatizantes do Poker e conhecer esse trabalho repleto de paixão que vocês fazem a frente da Queens of Poker, pois tenho certeza que as mulheres que ainda não conhecem se apaixonarão pelo Poker e pelo trabalho que vocês realizam!

Leonardo Baptista, Lizia Trevisan e Fabrício Murakami no BSOP Millions 2015.
Leonardo Baptista, Lizia Trevisan e Fabrício Murakami no BSOP Millions 2015.

O saldo da WSOP 2014

 

Chega ao fim (ou quase) a WSOP 2014. Como espectadora pude perceber a invasão de brasileiros na Sin City, o que é muito bacana pois nos dá uma ideia da proporção que o Poker está tomando no Brasil. Porém há dois fatos, ou melhor, personalidades que se destacaram: Daniel Colman e Bruno Politano, o Foster.

Daniel Colman protagonizou uma polêmica no Big One for One Drop, evento com buy-in de um milhão de dólares, após vencer Daniel Negreanu no HU e sagrar-se campeão. Sua recusa em dar entrevistas somada a declaração justificando a mesma (que pode ser conferida neste link, matéria do Pokerdoc), foram mais emblemáticas que sua vitória.

Fato que me levou à uma reflexão, pois sou uma apaixonada pelo Poker. Isso nunca me impediu de ter uma visão crítica, tampouco de tomar atitudes afim de ao menos tentar contribuir para uma mudança positiva no que acredito ser necessário. Que o Poker é um universo ainda majoritariamente masculino, é sabido. Falando muito honestamente, me incomoda a pouca representatividade feminina e passei a questionar sobre os motivos para tal. Tentar buscar respostas se mostrou mais que improdutivo, assim nasceu o Queens of Poker. Ele ainda é um “bebê”, criado há poucos meses, mas tive gratas surpresas quanto ao Grupo: pessoas que acreditaram no nosso projeto e a união das gurias, sempre super receptivas para conosco e principalmente, torcendo umas pelas outras. Isso muito me comove, se tratando de uma atividade individual e altamente competitiva.

O Grupo demanda trabalho e tempo, que é muito restrito para mim, além dos parcos recursos que disponho. Sempre tive em mente a inserção e crescimento das mulheres no Poker, com o cuidado de não virarmos uma “distribuidora de brindes”. Queríamos algo que agregasse e criasse oportunidades. Com isso em mente, batemos de “porta em porta”, onde encontramos o “sim”, o “não” e as vezes nem a resposta. É bem triste esta última, pois tentamos fazer algo diferente, visando o crescimento do esporte em um público mais que promissor. Uma resposta é mais que gentileza, é consideração, humildade e respeito.

Sou muito grata a minha amiga Mercedes Henriques que mais que contribui, sem ela este não seria possível, ao Betmotion, nas pessoas do Leonardo Baptista e Fabrício Murakami que acreditam em nosso projeto e o tornaram possível. Khatlen Guse e Marco Naccarato são dois presentes que o Poker me trouxe, obrigada amigos! Tio Max, agradeço pelo espaço que nos cedeu e por proporcionar a mim, uma jogadora amadora, disputar eventos que minha bankroll não permite. A vocês amigos e parceiros do Poker que nos ajudam na divulgação do Queens of Poker, muito obrigada.

Dito isto, gostaria muito que Daniel Colman tomasse uma atitude afim de mudar o que acredita estar errado no Poker. Se eu posso fazer algo, ele com mais recursos e sob todos os holofotes do Poker, pode fazer muito mais. Acredito que atitudes falam mais que palavras e não gostaria que uma discussão tão pertinente quanto a levantada por ele findasse com uma imagem, a imagem de um homem sobre uma montanha de dinheiro com a mensagem “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”.

Deixando o “lado sombrio”, Bruno Foster: que belo presente nos deu. Empunhando nossa bandeira com orgulho de ser brasileiro, dividindo conosco esta grande conquista, o primeiro brasileiro na FT do Main Event da WSOP. Deste show de poker e patriotismo, obrigada! Obrigada principalmente por mostrar o “lado bom” do Poker.

Lízia Trevisan

Twitter @liziatrevisan