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PROMOÇÃO COACHING ROSE GAMBIT

O Queens of Poker trás mais uma parceria de peso! Rose Gambit, jogadora profissional de poker e integrante do Team Leo Bello, se une a nós para contribuir com esse projeto que tanto amamos!

Rose Gambit ministrará coachings em formato de aula teórica ou review de hand history para as campeãs de uma série de três torneios freeroll que ocorrerão no último domingo dos meses de agosto, setembro e outubro no Betmotion!

Nosso muito obrigado por reservar um tempo importante para esse projeto, compartilhando todo seu conhecimento e experiência! Muito nos honra a tua contribuição! Uma oportunidade única de aprendizado e crescimento!

Curtiram? Então conheçam mais a Rose na entrevista e confiram como participar!

Os torneios são exclusivos para mulheres, jogadoras cadastradas em nosso grupo no Facebook 

Os torneios ocorrerão nos dias:

Domingo, dia 28/08 às 20 horas

Domingo, dia 25/09 às 20 horas

Domingo, dia 30/10 às 20 horas 

Conte-nos um pouco de sua história, quando e como conheceu o poker.

Rose: Olá pessoal, meu nome é Rose! Sou estudante de educação física e antes de começar a jogar poker, eu dava aulas de tênis em um clube aqui da cidade (BH). No início de 2014 o tenista Rafael Nadal entrou para o PokerStars, foi quando eu vi as propagandas sobre o site e decidi aprender a jogar. Comecei a estudar o jogo nesta data, e mesmo dando aulas eu estudava umas 4hrs por dia, lendo livros, sites, blogs e vendo vídeos. Assinei algumas escolas de poker também. Em alguns meses os resultados começaram a aparecer e assim fiz mesa final de MicroMillions, Hot22, Cravei alguns torneios e construí um BR de mais de $3k, foi quando paguei meu primeiro coach.

Neste meio termo rompi o ligamento do punho, e precisei parar de dar aula para me preparar para um cirurgia, neste meio tempo conheci o Leo Bello.

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Como surgiu a oportunidade de fazer parte do Leo Bello Poker Team?

Rose: Quando precisei dar uma pausa nas minhas aulas, o poker já começava a dar resultados regulares, eu vencia com muita freqüência os SitnGos de 45p e 180p e já era lucrativa em Mtts. Sabia que se focasse em estudar iria melhorar bastante.

Nesta época o Leo criou o seu time e eu fiz inscrição no site dele para participar, fui selecionada, ele me ligou conversamos e fizemos o Deal! Eu queria conhecimento e ele alguém interessada em aprender e se dedicar. Então formou!

Tenho um aprendizado muito constante no time, já estou com o Leo a quase 2 anos, é meu terceiro contrato, e hoje sou coach do time também.

Aprendo um pouquinho todos os dias com ele e com outros jogadores, o clima no time é de muita amizade e companheirismo como uma família, todos tentam se ajudar como podem e isto é benéfico a todos.

TEAM LEO BELLO

Como ocorreu a profissionalização? Já vivenciou uma grande downswing? Se positivo, quais atitudes tomou para superar essa fase?

Rose: Ocorreu no início de 2015 quando precisei me afastar do tênis e resolvi me dedicar exclusivamente ao poker como trabalho, mas mantendo a faculdade à qual estou quase me formando.

Entrei no time em Agosto/2014 e até a metade de Dezembro, cerca de 3 meses, tive uma downswing terrível -3k dólares! Os motivos foram que eu estava acostumada a jogar Mtt bem micro e SnG até $3.50 e de repente passei a jogar Mtts até $13.50, e eventualmente de $22 e cortei os SnG. Além disso, passei a jogar cerca de 700 mtts/mês. Isso tudo teve um impacto gigante no meu jogo, eu não estava preparada nem tecnicamente muito menos emocionalmente pra aquilo e logo os números mostraram isto. Foi uma fase onde quase eu desisti do poker, conversei muitas vezes com o Leo sobre isso, mas ele nunca me deixou desistir. Ele sempre enxergou em mim um potencial que eu mesma em alguns momentos duvidava. Então com paciência eu voltei a jogar SnG e diminui meu average buy in e naturalmente voltei a vencer tanto nos SnG quanto nos Mtts, também mudei os horarios de grind, buscando os horários mais “fáceis”, fiz várias FTs de mtts e venci alguns.
Até que finalmente no dia 1 do Scoop eu fiz HU num torneio regular e ainda me classifiquei pro dia 2 do Scoop, no dia seguinte acordei e antes do grind conversei por 1 hora com o Leo sobre várias coisas inclusive estratégia para aquele momento e muito focada bati meu melhor prêmio até então fazendo Deal no 5handed e levando a premiação do 3° lugar,  dali em diante as coisas fluíram com naturalidade.

Como é a sua rotina?

Rose: Atualmente minha rotina é super corrida, pois tenho que conciliar dar coach com ser jogadora e confesso que ainda tem sido difícil, estou me adaptando mas o meu lado de grinder está sofrendo muito com isso, meu volume de jogos caiu demais e com isso menos retas finais e menos Fts.

Por outro lado a parte de coachs vai indo bem.

Dou coach no time 2 a 3 vezes por semana além de outras obrigações da função, e dou coach particular mais 2 vezes (pelo menos).

Geralmente coach no time na parte da manhã Segunda e Sexta feira as vezes em grupo, as vezes para um jogador específico e após isso eu grindo.
Alguns dias eu faço live session com alguns jogadores mais iniciantes do time também, para eles verem aplicando o jogo na prática.

Eu “tento” fazer uma caminhada na parte da manhã antes das atividades, confesso que nos últimos 40 dias tem sido puxado, mas eu tento e não tenho dúvidas que quando faço isso me ajuda demais da conta!

E tiro um dia da semana pra ficar off poker. Assisto seriados, jogo video game, vou ao cinema e durmo mais que a cama kkkkk.

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O que a motivou a contribuir com o nosso projeto?

Rose: Resolvi contribuir para o projeto porque sei da dificuldade que o grupo tem em conseguir ajuda externa e achei que poderia contribuir de alguma forma. Como vocês leram acima a minha rotina está bem apertada mas eu sei que poderia encaixar um coach mensal para ajudar jogadoras aqui do grupo a evoluírem mais, e se darem melhor nos torneios.

A mensagem que eu deixo é que se estiver disposta a dedicar mesmo e focar muita energia nisto é possível. Acreditem quando eu digo que não é e nunca será fácil, principalmente na parte emocional, pois passamos por momentos muito difíceis no jogo que afetam a vida pessoal. Mas com muita calma, dedicação e alguém mais experiente te ajudando as coisas ficam menos difíceis.

Agradeço a parceria do grupo e fiquem a vontade para entrar em contato comigo. Vou deixar algumas formas de contato abaixo.

Um beijo a todas e vamo que vamo!
#euacredito!

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Nick Betmotion: “RoseGambit”

Nick PokerStars: “Rose Gambit”

 

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QUEENS OF POKER 2016: PARCERIA BETMOTION

Em janeiro de 2014 eu (Lizia) me inscrevi no processo seletivo do Akkari Team Feminino. Fiquei entre as 20 pré selecionadas, mas não fui chamada. O bacana dessa experiência foi que contatei um monte de meninas, até então conhecia pouquíssimas jogadoras. Show a iniciativa do Akkari Team, mas analisando o todo não podemos esperar somente a iniciativa alheia. Temos que nos unir e organizar, opinar e criar oportunidades para todas. Assim tive a ideia de criar o Queens of Poker. Convidei duas jogadoras para tocar o projeto, a Mercedes, uma das primeiras jogadoras que conheci e que se tornou uma grande amiga, e a Jessica Alvarenga, que também foi uma das pré selecionadas, foi super receptiva e abraçou de cara a empreitada! Assim nasceu o Queens of Poker.

Mas e agora? O que fazer? Estávamos quebrando a cabeça quando uma luz se acendeu, o Betmotion! Sempre pioneiro no incentivo do público feminino, eles investiram no nosso projeto e juntos desenhamos o Raking do Queens of Poker. Também foram responsáveis por outro patrocínio incrível, o da Raise Editora. Não conhecíamos ninguém dos bastidores, éramos apenas três jogadoras amadoras com uma idéia e a vontade de fazer acontecer. Eles fizeram essa ponte e nos colocaram no mapa. Sem eles, dificilmente estaríamos aqui, iniciando nosso terceiro ano de existência e conquistas. Nossos agradecimentos aos queridos Leonardo Baptista e Fabrício Murakami, não só por apoiarem o projeto, mas por acreditar na gente, no nosso trabalho, na nossa idoneidade. Vocês são incríveis!

Tão incríveis que além dos cem dólares garantidos em todas as etapas e premiação em dinheiro para as três melhores colocadas dos Rankings mensais, o Betmotion dará cinco vagas para o Ladies Event do BSOP Millions 2016!

Serão ao todo dez vagas do Ladies Event do BSOP Millions 2016 distribuídas no Queens of Poker para as melhores colocadas do Ranking anual!

BETMOTION

 

Fabrício Murakami, Product Manager do Betmotion Poker, falou conosco sobre a Empresa, iniciativas e sua visão sobre o mercado feminino: 

Como o poker surgiu na tua vida profissional?

Fabrício: Fui contratado pelo Betmotion (na época o site chamava-se Apostou Ganhou) em 2009, pois a empresa queria implementar o Poker como uma de suas verticais.

O poker surgiu na minha vida em uma época bem difícil pessoalmente falando: estava desempregado, com a minha esposa grávida. Fiquei desempregado por mais ou menos um ano e meio, quando descobri o poker através de uma revista e comecei a estudar a teoria do jogo e jogar torneios online e alguns live (nessa época confesso que o Poker me ajudou a pagar algumas contas).
Algum tempo depois, já estava trabalhando, quando fiquei sabendo através das redes sociais, que uma empresa estava à procura de um profissional da área de Marketing que conhecesse o mercado do Poker. Foi aí que acabei fazendo algumas entrevistas e fui contratado.

Fabrício Murakami, Product Manager do Betmotion Poker
Fabrício Murakami, Product Manager do Betmotion Poker

 

O Betmotion possui a quanto tempo, em sua grade, torneios exclusivos para mulheres? O que motivou essa iniciativa?

Fabrício: Começamos com torneios exclusivos em 2010 junto a Khaty do Barbarella. Na época promovíamos juntos o ranking FIFTYs (que existe até hoje no Betmotion e que é um tremendo sucesso) e posteriormente veio os torneios exclusivos para o público feminino.

Como foi formar o primeiro e único Team exclusivo de mulheres?

Fabrício: A ideia foi do Lucas Arnold (do Troll Team do Betmotion). Ele criou a iniciativa e apoiamos a ideia por achar algo muito importante para o crescimento do poker junto ao público feminino.

Observando todo o histórico, podemos ver que o Betmotion sempre investiu no público feminino, seja através de torneios, Team ou jogadoras patrocinadas como Ale Braga, Carol Dupré e Milena Magrini. Qual a visão do Betmotion sobre as jogadoras, quando e por que decidiram investir nesse público?

Fabrício: Acreditamos que o poker é um esporte democrático onde, independente do gênero, faixa etária e condição física, proporciona aos praticantes algo muito bacana que é a igualdade. Por conta disso, investir nesse segmento foi apenas um meio de apresentar de forma mais abrangente esse status de igualdade.

Milena Magrini, Leonardo Baptista e Carol Dupré.
Milena Magrini, Leonardo Baptista e Carol Dupré.

 

Qual a importância de um torneio exclusivamente feminino?

Fabrício: Como comentei anteriormente, simplesmente para mostrar para as mulheres que estão iniciando, que se trata de um esporte democrático. Oferecer algo específico para esse público é apenas uma forma de abrir portas para que novas jogadoras recreativas se habituem a esse universo e possam jogar torneios normais em pé de igualdade com qualquer outro jogador.

Ale Braga
Ale Braga

 

Como o mercado vê o público feminino? Podemos dizer que é diferente dos homens?

Fabrício: O mercado hoje aceita muito melhor o público feminino do que há alguns anos atrás. Exemplo disso é que cada dia que passa, vemos mais mulheres disputando torneios ao vivo e jogando um poker de excelente nível! Muito embora o universo masculino seja muito maior nesse esporte (haja vista o número de jogadores x jogadoras em torneios), temos que concordar que o desenvolvimento das mulheres no Poker ao longo desses anos, tem sido notável!

O que motivou a parceria com o Queens of Poker, o que esperam e como contribuirão?

Fabrício: Em primeiro lugar conseguimos enxergar paixão no que vocês fazem! Vimos que vocês produzem, atualizam e trabalham em prol de um objetivo que é a divulgação do Poker dentro do universo feminino, sem olhar nenhum tipo de vantagem pessoal, simplesmente porque amam o esporte. Foi exatamente por isso que todos os anos tentamos melhorar a premiação, bem como procurar formas alternativas de deixar o Ranking Ladies cada vez mais atrativo para o público feminino.

Bom, primeiramente gostaria de agradecer demais a parceria da Queens of Poker, em especial na pessoa Mercedes e da Lizia e dizer que estamos muito satisfeitos com o trabalho desenvolvido por vocês ao longo desses anos de parceria. Gostaria de aproveitar a oportunidade para convidar todas as mulheres que já jogam poker (e também as que não jogam) a se juntar a nós no ranking desse ano, que está repleto de novidades e prêmios incríveis! Dizer ainda, que mais do que disputar os prêmios do Ladies, convido a todas as simpatizantes do Poker e conhecer esse trabalho repleto de paixão que vocês fazem a frente da Queens of Poker, pois tenho certeza que as mulheres que ainda não conhecem se apaixonarão pelo Poker e pelo trabalho que vocês realizam!

Leonardo Baptista, Lizia Trevisan e Fabrício Murakami no BSOP Millions 2015.
Leonardo Baptista, Lizia Trevisan e Fabrício Murakami no BSOP Millions 2015.

Queens of Poker 2016: parceria BSOP

Em 2014 quando criamos esse projeto não tínhamos ideia se teríamos algum êxito. O pensamento é que nós, mulheres, tínhamos que nos unir e organizar para que tenhamos crescimento no poker. A verdade é que o Queens of Poker superou todas as nossas expectativas, tanto pelo apoio como pelo carinho das meninas.

Mas tão importante quanto o apoio das meninas é o da comunidade do poker, pois sem ele não conseguiríamos gerar oportunidades, tampouco iniciaríamos o nosso terceiro ano de existência.

Representamos menos de 5% do Field, criar do zero um projeto específico para um grupo ainda pequeno é um grande desafio. Batemos de “porta em porta” sempre buscando reais oportunidades de inserção e crescimento/aprendizagem. Sempre tivemos a preocupação de não deixar o projeto virar uma distribuidora de brindes. Nesses dois anos os prêmios concedidos sempre visaram o aprimoramento do jogo através de livros da Raise Editora, coachings com jogadores profissionais, vagas para grandes torneios online e live, incremento de bankroll. Essa preocupação vem de encontro ao objetivo do projeto, pois acreditamos que só teremos resultados importantes com estudo, experiência e volume, conseqüentemente o crescimento numérico, proporcionando que mais mulheres tenham contato com o esporte através de tantas jogadoras que nos inspiram.

É com muito orgulho que anunciamos que o BSOP é nosso mais novo patrocinador! Serão cinco vagas para o Ladies Event do BSOP Millions 2016 para as melhores colocadas do nosso Ranking!

LOGO BSOP

Convidamos a Lara Bruno Machado Campos, Diretora de Operações do BSOP, para falar sobre a parceria. Aproveitamos para agradecer a ela, pois desde o início nos incentivou, nos atendendo sempre com o profissionalismo e simpatia que são suas marcas registradas! Se nós perseveramos é graças a pessoas como você. OBRIGADA!

Lara Bruno Machado Campos, Diretora de Operações do BSOP
Lara Bruno Machado Campos, Diretora de Operações do BSOP

 

Conte-nos um pouco de sua história, quando e como conheceu o poker, como é trabalhar num dos maiores eventos do mundo, quais atividades exerce.

Lara: Eu conheci o poker no início de 2009. Nesta época, eu já trabalhava com eventos há algum tempo e havia feito uma pós-graduação no tema. Fiquei feliz em ser convidada pelo Igor Federal para organizar o “Prêmio Flop” pelo grupo Superpoker e foi aí que tive os primeiros contatos. Depois disso, ajudei a organizar a parte de produção do torneio 750K.

A minha experiência no mercado de eventos e os primeiros contatos positivos com torneios fez com que o pessoal do BSOP enxergasse uma oportunidade de me trazer para tocar a produção do evento.

Hoje sou a responsável por toda a produção e logística do evento, incluindo o planejamento e execução de tudo o que não é relacionado a poker mas, sim, ao evento em si.

 

O primeiro torneio Ladies  foi no Millions de 2011, com um total de 69 Jogadoras, a campeã  Fabiana La Foz ganhou R$ 5.250,00, em segundo lugar Kelly Zumbano e terceiro Lilian Costa.
O primeiro torneio Ladies foi no Millions de 2011, com um total de 69 Jogadoras, a campeã Fabiana La Foz ganhou R$ 5.250,00, em segundo lugar Kelly Zumbano e terceiro Lilian Costa.

 

Por que o BSOP fez do Ladies Event um torneio de sua grade regular, já que anteriormente somente em algumas etapas ocorriam?

Lara: O BSOP foi aumentando o número de torneios em suas etapas de forma bem gradual. Sempre notamos que muitas mulheres acompanhavam maridos, namorados e amigos nos torneios, mas tinham receio de se inscrever para disputar. O poker é um esporte mental que não limita a participação de ninguém. Jovens e pessoas mais velhas podem disputar de igual para igual, pessoas com deficiências físicas disputam. Oras, se é um esporte da mente, porque teríamos pouquíssimas meninas disputando em pé de igualdade com os garotos?

Por isso, no “Millions” de 2011, fizemos uma primeira experiência de um torneio 100% feminino. A experiência foi um sucesso e passamos a repetir em algumas etapas. Inicialmente duas vezes por ano.

Depois, em 2014, resolvemos adicionar o torneio à grade de todas as etapas. Hoje o Ladies é um torneio regular em nosso calendário e de lá ele não sai.

Mesa final do Ladies Event do BSOP Millions 2015. Field record de 164 jogadoras, total arrecado de R$ 61.630, 00. A campeã foi Elide Miyashiro de Abreu que ganhou R$ 14.330,00.
Mesa final do Ladies Event do BSOP Millions 2015. Field record de 164 jogadoras, total arrecado de R$ 61.630, 00. A campeã foi Elide Miyashiro de Abreu que ganhou R$ 14.330,00.

 

 

O que as meninas que desejam jogar o Ladies Event podem esperar do torneio? O que a organização preparou para 2016? Como ocorre em alguns países, homens podem participar?

Lara: Sempre procuramos formatar os torneios para quem efetivamente participa. Como nas etapas regulares do BSOP (excetuando-se o Millions), os torneios paralelos invariavelmente ocorrem nos mesmos dias do Main Event, a grande maioria das participantes do Ladies acabam sendo jogadoras que estão acompanhando alguém ou que querem ter uma primeira experiência com um torneio de poker. Isso porque as profissionais, em geral, continuam brigando pelo Main Event ou High Rollers. O Ladies muitas vezes é a porta de entrada para as mulheres no live.

Por este motivo, o torneio tende a ter uma estrutura de 1 só dia. Porém, damos a ele um cuidado especial para que também não seja algo muito rápido e que tire o prazer de jogar um bom poker, além dos mimos de sempre que preparamos, especialmente para elas.

No BSOP apenas aceitamos inscrições de mulheres no Ladies.

Presentes paras as Ladies.
Presentes paras as Ladies.

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O poker é um esporte democrático, onde homens e mulheres jogam em condições igualitárias. Qual a importância de um torneio exclusivamente feminino?

Lara: A importância é muito grande! O poker é um esporte no qual a maioria dos participantes são homens. Mas isso é só porque a maioria das mulheres ainda não descobriu o quanto ele é simples de se aprender e o quanto que nós, detalhistas natas, conseguimos extrair de vantagem.

O Ladies tem justamente a importância de apresentar um novo mundo para novas praticantes sem que elas tenham que se sentir intimidadas num mundo com uma maioria tão grande de homens.

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O que motivou a parceria com o Queens of Poker?

Lara: A perseverança das organizadoras em fomentar o grupo para a adesão de novas praticantes foi definitiva!

Fico muito feliz em poder contribuir e espero que a maioria das meninas percam o receio de disputar os torneios de poker. Mulheres são tão boas jogadoras quanto os homens e não existe razão para não querer sentar-se às mesas e buscar o bracelete. Duas já fizeram isso no M.E. do BSOP… ainda faltam mais vitórias nossas!

O BSOP está de braços abertos para receber a todas as competidoras.

Entrevista com Khatlen Guse, Barbarella Poker

Entrevista mais que especial com a Khaty, criadora do Barbarella Poker juntamente com a Karem, sua irmã. Aqui preciso abrir um parênteses. Nos conhecemos através de um fórum de poker em 2009. A revelia de toda dificuldade, na época muito maior, elas arregaçaram as mangas, criaram o Barbarella e lançaram-se nessa jornada de promover o poker e galgar oportunidades para jogadores amadores. Acompanho o trabalho das gurias desde o início e fui beneficiada como jogadora pelas inúmeras oportunidades geradas através dos eventos que promovem. Tudo isso sempre pautadas na coragem, idoneidade e carisma, características inerentes a essas pessoas. Agradeço não só pela gentileza de nos conceder esta entrevista, mas por tudo que fizeram e fazem por nós, jogadores, e pelo poker.  Muito obrigada em nome de toda a Equipe Queens of Poker!

Como a Khaty diria… weeeeeeeeeeeee! 😀

 

Khatlen Guse
Khatlen Guse

 

Queens of Poker: Gostaríamos de saber sobre você e como foi o primeiro contato com o poker.

Khaty: Olá amigas do Queens of Poker! Muito obrigada pelo convite! Meu primeiro contato foi assistindo uma transmissão da WSOP em 2009 no FX, fiquei maravilhada com tudo! Depois disso comecei a pesquisar na internet sobre o jogo em si, fóruns de poker no Brasil para aprender as regras e saber onde eu poderia praticar, e saber que era possível jogar online fez com que eu ingressasse imediatamente neste universo. Joguei muito play money e freerolls até aprender a jogar o jogo rsrs. Jogo freerolls até hoje, acho muito legal, o poker tem disso, não importa a que se joga, o jogo é o mais importante.

 

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Queens of Poker: O que a motivou a participar mais ativamente do universo do Poker, com a criação do Barbarella Poker e a Coluna Mulheres no Feltro, na Card Player?

Khaty: Eu sempre fui comunicativa, gosto de interagir com as pessoas. O Barbarella Poker e a Coluna Mulheres no Feltro surgiu da necessidade que tínhamos de ter um espaço feito por mulheres e onde as mulheres se sentissem valorizadas e prestigiadas, por isso meu carinho mais que especial quando as mulheres se unem para este fim, como o Queens of Poker.

A Barbarella foi o legítimo faça do limão uma limonada, fui ofendida num portal de poker, este portal nem existe mais, mas eu jamais esquecerei, e as ofensas principais foram em função de eu ser mulher e que eu não devera estar ali; pronto rsrs, foi o que bastou para eu então criar um ambiente feito por mulheres e para mulheres principalmente. Ali todos podem entrar, nós aceitamos ambos os sexos. Mas os meninos tem consciência de que sempre terão que respeitar as meninas, de que elas sempre terão eventos voltados especificamente para elas, visando à inclusão. Qualquer minoria deve ter um incentivo a mais, espero que um dia não seja mais necessário, mas na atual conjuntura, precisamos sim apoiar as mulheres de forma diferenciada. Outro ponto que exigimos é muito respeito, sou muito chata com isso, prezo demais o ambiente familiar, e assim conseguimos atrair também o publico de mais idade que às vezes se sente excluído, sempre quando uma senhora de mais idade entra no portal eu faço questão de dar uma atenção especial, pois sei que tudo é mais difícil para elas, pois o ambiente online acaba privilegiando o público mais jovem.

Sobre a Coluna Mulheres no Feltro, foi uma consequência do Barbarella, o convite de integrar o time de colunistas da Card Player, e ainda focar no universo feminino, para mim foi um presente, me sinto muito feliz pela coluna. Ali nós mostramos as personalidades femininas que já estão presentes em nosso cenário nacional, assim como as novas jogadoras que estão se destacando. Destacamos também as pessoas e grupos que ajudam e batalham pela inclusão das mulheres no poker, devemos sempre divulgar e apoiar, viralizando esta informação, além de algumas matérias ligadas a consumo, tudo que gire em torno do universo feminino. Mas tentamos adotar sempre uma linguagem que atraia os meninos também, nosso interesse é atingir todos os leitores para que haja uma inclusão definitiva das mulheres no esporte.

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Queens of Poker: Tens muito contato com personalidades do esporte? Pode destacar alguém pela pessoa ou histórico no poker?

Khaty: Sim tenho muito contato com as personalidades do poker, minha função é buscar a notícia, a pauta, para transmitir a todos por meio das colunas, tem a Mulheres no Feltro no site da Card e a Card Drops na revista impressa que trata de assuntos diversos ligados ao poker. É muito legal falar com as estrelas, pois eu tenho meu lado fã rsrs. Todas que eu conversei até hoje, sem exceção, são extremamente gentis e solícitas, às vezes é difícil conseguir o contato, pois muitos viajam sem parar ou estão grindando, jogador de poker trabalha demais e com o tempo eu consegui me adaptar qual hora e ocasião são melhores para o contato. Tem que ter perseverança, para eles é difícil também, por isso valorizo cada segundo que param para conversar e dar entrevistas. Já conversei com o André Akkari, Alexandre Gomes, Raul Oliveira, Alessandra Braga, Larissa Metran entre outros, mas com relação a histórico no poker, a linha de todas estas pessoas exemplares é que nada foi fácil, que abriram mão de muitas coisas e que tiveram decisões muito difíceis a tomar, para chegarem ao patamar que estão hoje. Cada vez que falo com uma das estrelas do poker eu fico mais fã ainda, é uma experiência muito legal.

Khatlen Guse
Khatlen Guse

 

Queens of Poker: Como jogadora, quais as tuas aspirações? Quais eventos pretende jogar este ano?

Khaty: Me considero uma atleta entusiasta, sou apaixonada pelo poker e pelo universo feminino dentro dele, adoro jogar mas sou recreacionista, quando posso faço cursos de aperfeiçoamento e leio livros. Como meu trabalho principal é fora do ambiente do poker, sou economista atuante, eu jogo quando sobra um tempo. Jogo mais online e muito pouco live. Pretendo jogar mais ao vivo esse ano, como a Copa do Mundo de Poker em Porto Alegre, os torneios estaduais daqui e quem sabe o BSOP mais para o final do ano, os torneios ao vivo são os melhores locais para interagirmos com o grupo, além de mais emocionantes. Minha principal aspiração este ano como jogadora é ter mais tempo para os torneios ao vivo.

 

Khatlen Guse, foto by Karem Gusi
Khatlen Guse, foto by Karem Gusi

 

Queens of Poker: Poderia falar sobre o Barbarella Poker e projetos para este ano?

Khaty: O Barbarella está sofrendo agora algumas mudanças importantes, estamos atualizando o portal e sua base, temos quase 2.000 membros no site além das páginas no Facebook e Twitter, nosso foco principal é melhorar a comunicação com os membros, deixando um ambiente de fácil acesso inclusive uma maior integração com as redes sociais, este ano estamos abrindo várias áreas do portal ao publico que ainda não é membro, mas mantendo a privacidade de todos que estão lá, como os perfis de cada um. A grade de torneios que estamos estudando para este ano seguirá a mesma linha dos anos anteriores, torneios exclusivos para elas, torneios de apoio para elas no ao vivo, e também nossos torneios unissex que ajudam na integração do grupo todo.

 

Queens of Poker: Já sofreu preconceito de outro jogador por ser mulher?

Khaty: No online sim, já vi pessoas desrespeitosas, mas isso tem diminuído, tenho o hábito de chamar os moderadores, é um recurso disponível nas salas de poker e eu uso mesmo, dou print e denuncio. Mas ao vivo não, sempre fui tratada com muito carinho e respeito por todos, sei que muitas mulheres sofrem e devemos estar sempre atentas, não só nós as mulheres, mas é dever de todos sair em defesa das pessoas que sofrem qualquer tipo de preconceito. Eu tenho um perfil gentil e bem humorado, mas num caso desses com certeza eu sairia em defesa de forma incisiva, para certas coisas eu sou muito brava.

 

Queens of Poker: O que o poker agregou na tua vida?

Khaty: O poker é um esporte que pode mudar tua concepção sobre varias coisas e te testa a cada momento, você precisa ser agressiva em certas ocasiões, ser paciente em outras, ter sangue frio em muitas outras, e tudo isso é um grande aprendizado. Na parte social é um esporte que agrega muito as pessoas, no poker você ganha amigos para a vida toda.

Entrega de Prêmios Evento Ladies PAPT
Entrega de Prêmios Evento Ladies PAPT

 

Queens of Poker: O que falta para aumentarmos a participação feminina no Poker?

Khaty: Estamos num caminho sem volta, os sites, grupos, cursos e times femininos vieram para ficar, ainda há muito a ser feito e não podemos desistir, o numero de mulheres ainda é tão pequeno que temos espaço para muito mais portais, grupos, colunas, times e torneios exclusivos para elas, não vejo no médio prazo o esgotamento desta demanda. Mais, mais e mais, este deverá ser nosso lema nos próximos anos. A receptividade é grande e o mercado mais ainda, o bom é sabermos que o mercado já sabe disso, precisamos seguir em frente.

 

Queens of Poker: Poderia dar alguns conselhos para as jogadoras que estão iniciando?

Khaty: Acho que elas precisam aumentar a confiança e brigar pelo seu espaço, digo por experiência nossa, inclusive de vocês amigas do Queens of Poker, a época que começamos era bem pior, ainda há muito que melhorar, mas as jogadoras precisam saber que tem muita gente de ambos os sexos que batalham para que todas as jogadoras sejam prestigiadas. Acreditem que o espaço é de vocês, não deixem de participar se alguma dificuldade acontecer, a recompensa pela perseverança é fantástica, o poker é um esporte mental, onde todos, sem exceção, podem participar e se divertir.

 

Canais do Barbarella Poker:

Site http://www.barbarellapoker.com/

Facebook https://www.facebook.com/BarbarellaPoker?fref=ts

Twitter @BarbarellaPoker https://twitter.com/BarbarellaPoker

Coluna Mulheres no Feltro na Card Player  Player http://www.cardplayerbrasil.com/site/especiais_ver.asp?cod=7

Entrevista exclusiva com Igianne Bertoldi, Campeã do BSOP Foz do Iguaçu

A Etapa de Foz do Iguaçu do BSOP teve como protagonista Igianne Bertoldi, até então desconhecida do grande público. Todos pararam para ver essa menina de apenas 24 anos escrever em letras maiúsculas sua própria história no poker. E que história! Segunda mulher a cravar uma Etapa do Main Event do BSOP, sendo a primeira disputada em sua carreira. Com humildade e determinação, superou um field de 569 entradas, cresceu na FT e com um emblemático par de damas, consolidou sua vitória. Conquista duplamente grandiosa por superar tantos jogadores, muitos profissionais, e ainda representando menos de 5% do field, correspondente ao percentual de participantes do sexo feminino no evento.

Igianne

Agradecemos a generosidade em nos conceder esta entrevista e estamos na torcida para que muitos outros resultados façam parte de tua carreira!

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Queens of Poker: Gostaríamos de saber mais sobre você, natural de que cidade, aonde mora, como foi o primeiro contato com o poker e a quanto tempo atua como dealer.

Igianne: Olá meninas, primeiramente obrigada pelo convite. Sou natural de Balneário Camboriú, morei aqui praticamente a vida inteira e amo demais esse lugar. Comecei a jogar poker aqui, entre amigos, acredito eu que como a grande maioria, né?! Jogávamos uma vez por semana num torneio que eu mesma organizava em minha casa ou na casa de algum outro amigo/jogador. Era apenas uma brincadeira, jogávamos em uma ou duas mesas com buy-in de R$5,00 e rebuys ilimitados. Atuo como dealer a aproximadamente um ano e meio. Comecei em uma casa de poker aqui em BC mesmo, por convite de um amigo. Depois começaram a aparecer os eventos e até então trabalhava no 4Aces Poker Club.

Queens of Poker: Ser dealer agregou que aprendizado a prática do esporte? Acredita ter apurado a leitura dos oponentes decorrente da profissão?

Igianne: Ter me tornado dealer despertou ainda mais a minha paixão por esse esporte. Além de presenciar e discutir muitas mãos todos os dias, sempre observei muito e tentava adivinhar a mão dos jogadores antes do showdown.

Queens of Poker: Tens uma rotina de estudo? Já contratou algum coach?

Igianne: Olha, ser dealer não é moleza não, nosso tempo é curto! Mas li alguns livros antes da profissão e depois que comecei a dar cartas li muitos artigos e assisti bastante vídeo aulas. Agora sim, depois dessa alegria de ter ganhado uma etapa do BSOP, minha prioridade é me aperfeiçoar e estudar, já estou me organizando para os coachs.

Queens of Poker: Ser mulher ajuda, atrapalha ou é indiferente no poker? Já sofreu preconceito por ser mulher, seja como dealer ou jogadora?

Igianne: Nunca sofri nenhum tipo de preconceito pelo fato de ser mulher enquanto trabalhei ou joguei. Mas acredito sinceramente que nossa postura e a maneira que nós mesmas nos fazemos presentes numa mesa de poker é o que faz toda a diferença. Claro que já fui a presa pra muitos jogadores profissionais durante um torneio, afinal a mulher tem a imagem mais tight do que o homem na maioria das vezes, ou pelo menos até você mostrar pra eles que não vai ficar passando tribets lights toda hora não…rs Que você também joga e pensa poker.

Queens of Poker: Como surgiu a oportunidade de jogar o BSOP Foz do Iguaçu? Foi através de recursos próprios, satélite ou investidores?

Igianne: Eu estava trabalhando num evento em Balneário Camboriú, o Catarina Poker Fest, quando primeiramente um amigo jogador me perguntou se eu iria. Disse à ele que não, pois as despesas eram muito altas, e então ele me deu a feliz notícia que se eu quisesse ir meu buy-in estava garantido, topei na hora. Logo depois outro amigo jogador perguntou se eu não iria trabalhar na etapa do BSOP em Foz do Iguaçu e eu respondi que estava pensando em jogar, foi então que surgiu mais um anjo me oferecendo também os buy-ins e passagem. Não tinha como não ir e perder essa oportunidade de jogar um torneio desse porte e importância.

Queens of Poker: Além do grandioso feito de quebrar o jejum de mulheres campeãs do Main Event do BSOP, contaste em entrevista que esta era a tua terceira participação num torneio de grande proporção e a primeira vez num BSOP. É comum os jogadores traçarem uma estratégia para eventos desse porte mas acreditamos que o resultado superou todas as tuas expectativas face a pouca experiência nestes eventos. Poderia nos contar um pouco como foi a tua trajetória no torneio até o ITM? Passaste para o dia dois acima, abaixo ou na média de stack? Adotou diferentes estratégias para cada etapa do torneio?

Igianne: Foi um orgulho, enorme prazer e felicidade quebrar esse jejum. Realmente foi minha primeira participação num BSOP. O resultado não só superaram as minhas expectativas, como do Brasil inteiro. A vontade era grande e a torcida maior ainda. Joguei o dia 1 e não foi bom, meu desempenho deixou a desejar e não passei pro dia 2. A segunda tentativa no dia 1B, o jogo encaixou e entrei no ritmo, passei a cima da media com 121K. A partir de então meu próximo objetivo era chegar ITM. Cheguei bem em fichas na primeira zona de premiação e o jogo foi melhorando. Quando me dei conta já estávamos em 40 players e eu feliz demais pelo resultado. Me colocaram na mesa da TV, eu estava short me recordo bem dos 80K em fichas. Blinds 3.000/6.000. O jogo foi fluindo consegui dobrar meu stack num glorioso AA. Passamos em 15 para o dia final e eu estava numa pilha só, agora o objetivo era FT. Eliminei Spock num QQxAK e formamos a FT. Foram muitas mãos, muitos potes, mas segui a mesma linha e a mesma estratégia durante toda a mesa final. Fui agressiva e minha concentração nunca foi tão boa, estava focada e determinada a levar o troféu pra casa.

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Queens of Poker: Mensurava tamanha torcida pelo sucesso de uma mulher ou foi surpreendida pela mobilização nas redes sociais? Em algum momento sentiu a pressão pela expectativa de um grande resultado de uma mulher?

Igianne: Tinha noção que na minha cidade, meus amigos e minha família torceriam muito por mim. Mas sinceramente não esperava os mais de 600 novos amigos no Facebook do dia para a noite (rsrs). Foram muitas solicitações de amizade, muitas mensagens, muitos parabéns. A galera acompanhou e vibrou muito com a minha vitória isso me deixou ainda mais feliz. A pressão que eu senti vinha de mim mesma, era uma oportunidade que eu não podia deixar passar e quanto mais chegava perto, mais eu me obrigava a continuar. Eu desejei demais essa vitória.

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Queens of Poker: FT formada e o sonho do 1º lugar mais próximo, em que momento tiveste consciência de que não era só possível, mas muito palpável a conquista?

Igianne: Quando estávamos em three-handed  foi o momento que me senti mais confiante.

Queens of Poker: Como está sendo o “pós conquista”? O que mudou?

Igianne: A ficha vai caindo aos poucos, é uma emoção muito grande. Estou ainda reestruturando minha vida, respondendo a todos que torceram por mim e planejando o que vai ser daqui pra frente.

Queens of Poker: Sempre almejou ser uma jogadora profissional? Quais são seus planos? Pretende fazer todo o circuito BSOP neste ano?

Igianne: Sempre quis ser uma jogadora profissional e esse sonho está cada vez mais perto agora, depois dessa conquista. Quero estudar muito e me dedicar agora. E pretendo sim fazer todo o circuito BSOP este ano. Entre outros torneio que já tenho em mente.

Queria agradecer mais uma vez a torcida de todos e em especial das mulheres. Só nós sabemos a dificuldade que é chegar numa FT e cravar um torneio dessa proporção. Espero vê-las muito mais nas mesas agora. Vamos nos fazer presentes nesse esporte da mente tão incrível e que vem crescendo no Brasil e no Mundo. Nossa presença é indispensável meninas. Nunca desistam dos seus sonhos, pois do dia pra noite ele pode se tornar realidade, basta acreditar e se dedicar.

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As fotos que ilustraram esta entrevista foram cortesia do Cristian Andrei, fotógrafo do Site Caras do Poker. Confiram este e outros trabalhos no site http://carasdopoker.com/

Curtam a página no Facebook https://www.facebook.com/carasdopoker?fref=ts

 

 

 

Entrevista para a Revista Betmotion

A Gabriela Salles, jornalista da Revista Betmotion, fez uma entrevista super bacana conosco!

Perguntas pertinentes, que nos deram a oportunidade de falar mais sobre a ideia e o projeto.

Agradecemos muito por nos ajudar a divulgá-lo!

Confiram!

http://revistabetmotion.com.br/destaques/queens-poker-nova-sensacao-esporte/

Participem do Freeroll exclusivo da Revista Betmotion!

Freeroll Revista Betmotion

 

 

Entrevista com Marco Naccarato

Marco Naccarato é autor do livro Floating in Vegas e idealizador do site Metapoker.

nacca_wsopNaccarato disputando evento da WSOP, em 2011

Queens of Poker: Fale sobre você e como o poker está inserido no teu quotidiano.

Naccarato: Sou designer gráfico há 20 anos e empresário faz doze anos. Jogos de cartas sempre foram presentes desde a infância, mas tive contato com o poker apenas em 2003, participando das primeiras mesas de 5-card draw com amigos.

O poker se tornou parte do meu quotidiano quando comecei a jogar hold’em em 2008 e organizar um torneio que se tornou uma série disputada até hoje, o AdT Poker. Como o jogo me fisgou, fiquei motivado a praticar, e depois de ir ao cassino Conrad no Uruguai em 2009, decidi fazer uma viagem para Las Vegas, que se transformou em mais algumas viagens, no livro Floating in Vegas, e em todos esses textos que venho publicando desde 2012, que culminaram no site Metapoker.

Hoje o poker ocupa parte considerável do meu dia-a-dia.

nacca_winOpenEtapa do Paulistano Open Poker, em 2012, torneio que teve promoção do livro Floating in Vegas, e que foi vencida pelo autor

Queens of Poker: Por que jogar poker? Qual a tua predileção, online ou live? Por quê?

Naccarato: Jogo poker porque é fascinante, porque é um jogo completo. Gosto mais de poker live, é também onde tive meus melhores resultados. Aliás, sempre achei curioso o termo “live”, pois o poker é jogado originalmente ao vivo, mas a quantidade de jogadores que tomaram contato com o jogo na última década foi tão massiva e significativa, que o termo se inverteu, gerando essa denominação de poker live.

No live, a percepção e a psicologia têm um papel mais determinante na forma de jogar, o que tem muito a ver com meu jeito de jogar, por isso me sinto mais competitivo e confortável, logo prefiro jogar ao vivo.

nacca_winPLOCaesarsCampeão em 2013 do evento #38 – Pot Limit Omaha, da série do Caesars Palace em Las Vegas

Queens of Poker: Acredita que qualquer pessoa possa ser lucrativa no poker? Por quê? Quais características são comuns a bons jogadores?

Naccarato: Seguramente, desde que ela goste e se dedique. Lucratividade no geral está ligada a metodologia, se você estudar, praticar bastante e tiver uma boa orientação, os resultados aparecem. Não dá pra atingir nenhum estado de aprimoramento sem disciplina, dedicação e perseverança. Tem que ralar mesmo.

Alguns jogadores, depois de aprenderem o básico, ficam com uma impressão que dominam o jogo, e param de perceber a dinâmica e as nuances do poker, e assim se tornam reféns do baralho, por isso, bons jogadores normalmente estão um passo a frente dos demais, eles enxergam coisas que estão veladas para a maioria.

Outra característica fundamental do bom jogador é o autocontrole.

Queens of Poker: No livro, tu narra as experiências vividas nas Poker Rooms em Vegas. O que o motivou a escrever sobre elas?

Naccarato: Nunca tive a pretensão de ir pra Vegas e nem de escrever algo sobre, mas a oportunidade apareceu por conta de uma viagem a negócios, e quando retornei, muita gente me perguntava como era lá, qual o nível dos jogadores, qual a sensação de jogar num cassino, entre outras coisas. Há tempos eu vinha ensaiando para escrever um livro, e a viagem me deu o tema.

Esse foi o estímulo inicial, e como consegui tirar uma grana logo nos primeiros dias da viagem, comecei a anotar os resultados, algumas mãos e minhas impressões sobre o local, e assim tive material pra começar o relato.

Posteriormente, percebi que o livro poderia ser um pequeno guia pra quem tem vontade de ir pra lá, e, além disso, uma maneira de contribuir para o poker e de mostrar uma ideia diferente.

O livro apresenta o poker pra quem não tem contato com o jogo, mas é curioso sobre esse universo, e mostra para a grande maioria dos praticantes que é possível ir para Las Vegas e vencer, por isso coloquei todos os resultados de cada um dos 52 torneios, passando por vitórias e derrotas, mas mostrando as sensações envolvidas, do prazer da vitória às decepções do grind.  Acho que por isso o livro ficou próximo da realidade tanto de amadores quanto de veteranos, e assim foi bem recebido.

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Queens of Poker: Podemos observar que no poker live, assim como online, há muitos jogadores recreativos, onde o jogo é diversão e o resultando é secundário. Inclusive é possível consumir bebidas alcóolicas durante os torneios. Em teu livro, tu relata que as consumia durante o grind em Las Vegas. Qual a tua opinião sobre isso?

Naccarato: Os jogadores recreativos e amadores são a maioria dos praticantes, e há poucos relatos ou notícias sobre esse universo. Em clubes menores e home games, o consumo de bebidas é comum, faz parte do “pacote” todo de ir jogar, se sociabilizar e tal. É como ir ao cinema e comprar pipoca, o objetivo é curtir o momento.

Este é um ponto no livro que muita gente torceu o nariz, quando ofereci o livro em algumas editoras, não quiseram comercializar o relato por conta disso, afinal é difícil nos dias de hoje quererem atrelar o consumo de bebidas ao poker, pois a briga é validá-lo como esporte mental, quero dizer, como o poker é um esporte se você fica enchendo a cara? Todo o mercado de poker quer desmistificar a atividade, tirar os estereótipos e validar sua prática, então se evita de certa forma falar sobre isso, mas é algo normal no poker recreativo.

Em nível profissional não há espaço para isso, não dá pra beber durante um torneio inteiro e achar que você vai tomar ótimas decisões depois de seis ou sete horas jogando direto.

No livro, estou jogando em Vegas, torneios relativamente baratos, e no período das minhas férias, por isso não faria diferente, estava me divertindo. Mesmo assim, quando encarei torneios maiores ou quando estava levando com mais seriedade o grind, eu evitava beber.

Queens of Poker: Da tua experiência em Vegas, identificaste diferenças nos torneios, estrutura e jogadores?

Naccarato: Há diferenças. Basicamente nas poker rooms dos cassinos a predominância é de amadores, e o nível técnico dos fields dos torneios aumenta quase que na proporção do buy-in, ou seja, nos torneios baratos os jogadores estão lá por lazer, jogam por diversão, afinal é uma cidade em “férias”. Nos buy-ins acima de cem dólares você já encontra adversários mais preparados, e nos grandes torneios e cassinos mais caros o nível é outro.

No geral, a estrutura nos torneios baratos é turbo, blinds de 15 ou 20 minutos e poucas fichas. Já cheguei a jogar torneio de 60 dólares com 1,5k fichas e blinds de 15 minutos, é preciso se adaptar.

Falando mais especificamente dos jogadores, o que se nota é uma maior presença feminina nos cassinos, e o poker é muito presente na sociedade norte-americana, eles jogam desde muito cedo em casa, conhecem as regras e tal, têm uma noção etc. Guardadas as proporções, é como o futebol para os brasileiros, no sentido que representa um bem social.

Queens of Poker: Em comparação às Poker Rooms dos cassinos de Vegas, como estão os clubes de poker brasileiros? E os nossos dealers?

Naccarato: Não frequento muito, mas já estive em alguns clubes de poker aqui em São Paulo, no Vegas, no H2 Club (na sede antiga) e em vários clubes menores como o Alphaville Poker Club, Moema 44 do André Pagnillo, e também o No Limit na vila Madalena, e no geral as casas não perdem muito para as poker rooms de Vegas, aliás, havia salas de poker nos cassinos piores em ambiente e organização se comparadas a alguns desses clubes daqui, mas, de dois anos pra cá os cassinos mais antigos deram lugar a cassinos maiores e bem estruturados, com poker rooms remodeladas.

Claro que é diferente você jogar na poker room do Wynn ou do Bellagio, ou mesmo entrar na sala de poker do Caesars, pois a estrutura é outra, embaralhadores automáticos nas mesas, serviço e tal, mas a cidade é feita em torno do jogo, não podia ser diferente.

O nível dos dealers é parecido, mas tenho a impressão que eles são mais respeitados por lá. Claro que tanto lá quanto cá, se o dealer fizer merda, os jogadores caem matando, mas em Vegas dificilmente vi jogador reclamar de bad beat para o dealer.  Vegas tem algumas coisas curiosas, por exemplo, em cassinos menores há predominância de dealers orientais, às vezes nem falam inglês direito, e no geral, seja numa sala de quatro mesas ou na poker room do Aria, os dealers são mais velhos. Inclusive disputei um torneio da Série de Verão do Caesars onde conheci uma dealer que deu cartas na primeira edição da WSOP, é uma senhora alta e de longos cabelos brancos, rápida no gatilho, deixa muito marmanjo no chinelo.

Queens of Poker: O Brasil é o mercado que apresenta o maior crescimento em número de jogadores. Vemos a crescente abertura de clubes, criação de Teams, oferta de coaching, sites de conteúdo, etc. Qual o papel do teu site, o Metapoker, neste processo?

Naccarato: Li recentemente uma matéria que falava sobre a expansão do poker no bloco dos BRICS, e certamente Brasil e Rússia têm os maiores e mais emergentes mercados. Isso é ótimo em qualquer aspecto, ajuda a desmistificar o poker, atrai mais praticantes, enfim, ajuda a desenvolver a indústria como um todo.

Certamente o conteúdo gerado nesse mercado também tende a se diversificar, pois tem mais gente se envolvendo com o mundo do poker, e consequentemente mais gente falando sobre. É nesse espaço que entra o Metapoker. De início criei o site para juntar todo o conteúdo que vinha publicando no Aprendendo Poker e no Pokerdicas, mas com o tempo consegui escrever mais artigos pro Metapoker, e o site acabou tomando esse formato, trazendo essencialmente artigos e crônicas. Ele não é um site de notícias, não coloco notícia de cravadas por exemplo, acho que já tem muito site fazendo bem isso, mas quando pinta uma notícia por lá, é porque tem algo de diferente, uma novidade incomum e tal. Fomos o primeiro site de poker a anunciar o torneio do Juventus, também anunciamos o lançamento de um livro de cash games ilegais na Itália, mas o forte do site é sua abordagem mais reflexiva sobre o poker, através dos artigos e crônicas.

Tem muito leitor que me encontra, comenta ou manda email falando, – não entendi porra nenhuma do que você quis dizer naquela crônica… Por outro lado é parte da ideia do site gerar esse questionamento, e gerar com isso novos entendimentos. É assim que entendo que estou tratando o leitor com respeito, e gerando conteúdo que estimule um olhar mais crítico. É que hoje tudo é muito resumido, rápido e raso, há uma tendência por procurar respostas prontas, mas se debruçar em algo, com todo o esforço para entender é o que difere o jogador mediano do bom jogador, se o cara não tem paciência pra interpretar um texto, onde ele vai achar saco pra entender um jogo tão complexo como o poker?

Um jogador pode decorar um range de mãos pra abrir em MP ou pode procurar entender a importância da posição. No primeiro caso, trata-se de um método, no segundo caso, estamos falando de um conceito, o Metapoker trabalha nos conceitos. Não existe um só jeito de olhar o poker, bem como não deve existir apenas uma forma de comunicá-lo, e quanto mais variadas forem essas abordagens, mais teremos assuntos diferentes e pertinentes para discutir, é isso que enriquece o jogo e a visão que temos dele.

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Queens of Poker: Acredita que há um estereótipo sobre as mulheres, jogadoras de poker?

Naccarato: Há estereótipos para mulheres tanto quanto há para homens. O problema é que no caso da mulher, a justificativa sempre recai no fato de ser mulher, isso que é diferente. Pega um jogador ruim cometendo erro, ele só jogou mal, mas se for mulher, é porque é mulher, é desatenta, joga na intuição, é insegura, essas coisas. Tanta mulher por ai provedora de família, empresária, com altos cargos executivos… É no mínimo uma contradição achar que mulher é menos capaz no poker. Foi esse pensamento que me levou a escrever o artigo sobre as mulheres, publicado no Metapoker.

Queens of Poker: Utiliza uma estratégia diferente contra jogadoras? É possível identificar características específicas, comuns as mulheres que jogam poker?

Naccarato: Tento utilizar uma estratégia diferente para lidar com cada adversário em específico, sejam homens ou mulheres. O que ocorre é que é fácil identificar um comportamento ou um padrão nos adversários que não sabem jogar ou estão se desenvolvendo e aprendendo, e você já sabe como contra-atacar certas jogadas, justamente porque você passou por isso. Mas no geral, se usa isso pra tipificar os jogadores, e rotular é o jeito mais fácil de subestimar a capacidade do adversário, e subestimar o outro é fechar seu campo de ação e percepção. O que quero dizer é que quando você identifica que pode explorar seu oponente porque o julga fraco, você acaba desligando os alertas, porque já tem um veredicto sobre como ele joga, e é aí que você é surpreendido.

Por isso procuro deixar esses pré-julgamentos de lado.

Queens of Poker: Quais os pontos fortes e fracos das jogadoras, de acordo com a tua experiência?

Naccarato: Homens e mulheres têm características diferentes, como cada um tem suas características. Um bom jogador vai tentar usar ao máximo suas características boas e melhorar onde sente que está atrás. Se as mulheres são dedicadas, como se pode notar no trabalho e na vida familiar por exemplo, elas devem usar isso à seu favor no poker. Vou usar um clichê, se como dizem, mulheres têm uma intuição apurada, elas devem investigar como essa característica se encaixa na lógica do jogo, se serve para o jogo e como se aproveitar dela, seja lá como cada uma entende o que significa intuição. Acho mais válido essa abordagem do que tipificar.

Esse papo que é natural mulher ser insegura ou desatenta é bem questionável. A única coisa natural no jogo é o jogar, tudo o que se faz na mesa é tentar manter o mais longe possível o que é natural, o que é impulso, é esse controle que bons jogadores buscam.

Queens of Poker: Há previsão de um novo livro? Poderia adiantar algo sobre o projeto?

Naccarato: Já estou trabalhando diretamente no novo livro há oito meses, ele não tem muito a ver com o Floating in Vegas, pois estou tentando trazer uma nova abordagem para o poker através da filosofia, e isso tem me tomado muito tempo e energia, por isso ainda não tenho previsão de término, mas estou correndo.

nacca_winQuadMais um Heads up no small stakes de Vegas

A explosão dos Poker Teams – Milena Magrini

Dando continuidade à série de entrevistas com as Musas dos Teams do Betmotion, conversamos com a Milena Magrini, integrante do CCK Poker Team e mesa finalista da 1ª Etapa do Main Event do BSOP 2014.

Super solícita, ela compartilha conosco um pouco de sua história no Poker e suas aspirações.

Milena Magrini CCK Poker Team
Milena Magrini
CCK Poker Team

 

Queens of Poker: Como foi teu primeiro contato com o Poker?

Milena: Meu primeiro contato com o poker foi em 2005 com um ex namorado! Lembro que ele imprimiu para mim as regras e jogadas do Poker e me botou para estudar!!! rsrs Logo em seguida começamos a ir em um Home Game na casa de uns amigos em Jaú, onde morava, e nunca mais parei de jogar!

MILENA 05

Queens of Poker: Em algum momento pensou em desistir? Se positivo, por quê?

Milena: Sim, no ano de 2013 passei por momentos difíceis e acabei desacreditando nas pessoas, mas minha vontade de vencer e meu amor pelo Poker falou bem mais alto e aqui estou.

Queens of Poker: Como surgiu a oportunidade de fazer parte do Team do Betmotion?

Milena: A Beatriz Fonseca, minha amiga e que também é do time, entrou no Troll Team e me indicou. Logo em seguida participamos do projeto Ladies e hoje estamos no CCK, o divisor de águas na minha carreira

Queens of Poker: Os eventos ao vivo também são patrocinados?

Milena: Sim, todos os lives são patrocinados pelo Betmotion!

MILENA 01

Queens of Poker: Obtiveste um grande resultado no Main Event da 1ª Etapa do BSOP SP. Qual foi o momento mais difícil no torneio?

Milena: Acho que foi na mesa semifinal, quando fui para a mesa da TV. Senti um pouco a pressão, mas depois vi que foi melhor assim, fui me acostumando e as mensagens que recebi de toda a galera me deram forças para continuar!!

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Queens of Poker: Usaste uma estratégica específica em algum momento do torneio, como para passar para o dia B ou na bolha?

Milena: Ah, eu joguei o joguinho, rsrsrsrs!! Em cada mesa que eu sentava eu procurava avaliar os jogadores e aprimorar meu jogo, não fiz nada de diferente, apenas tive muita calma, paciência e pensava bastante antes de qualquer jogada.

Queens of Poker: Qual o sentimento em chegar na FT do evento nacional mais importante?

Milena: Nossa, foi a melhor coisa que eu senti. Claro que é uma reponsabilidade muito grande, porém foi muito bom receber todas as mensagens de força e apoio, toda a energia positiva vindo do Brasil todo, foi muito bom…e ter a possibilidade de cravar o maior torneio nacional é demais…!!

Queens of Poker: Uma mão marcante na FT foi o all in contra o jogador Paraguaio em que estava na frente pré flop (AKo x 76s). Como avalia a jogada dele? Mudaria algo na ação?

Milena: Essa foi a mão do torneio, se eu ganhasse esse pote, ficaria muito bem. Tomei a famosa “bad”, mas isso faz parte do jogo. O Paraguaio tinha 10 BBs e também era um jogador agressivo. A minha jogada foi normal, ele me tribetou deixando pouca ficha para trás, eu tinha que dar all in e ele já estava comitado, não tinha como foldar mais, e aconteceu o que todo mundo viu, baaad! Não mudaria nada na ação.

Queens of Poker: Quais tuas metas para 2014?

Milena: Minha meta é continuar grindando online e live, estudar mais, desenvolver mais meu jogo, jogar todas as metas do BSOP por causa do Ranking e ser feliz por fazer o que eu amo. Quero muito ver mais mulheres no pano também! Bora mulherada!

Mensagem paras as mulheres jogadoras de poker.

Mulherada, não tenham medo, nós somos capazes de jogar com os homens de igual para igual sim, venham jogar, vão sentir a melhor emoção do mundo ao sentar em uma mesa de Poker, nós temos uma força incrível…

Mulheres no topo sempre!!!

Twitter : @milenamagrini

Nick Betmotion : mimagrini

A explosão dos Poker Teams – Beatriz Fonseca

Com o BOOMM do Poker o Mercado cresceu na mesma proporção que os jogadores (estima-se que o Brasil é o País com o maior crescimento em número de players). Não são só as Salas, Clubes, Escolas Online, …, com a tão almejada profissionalização, vemos um grande número de Teams.

Mas o que é um Team? Como funcionam? Por que fazer parte de um?

Para nos ajudar a responder estas questões, convidamos as Meninas que fazem parte de Teams da Sala de Poker Betmotion. Todas muito solícitas! Agradecemos por compartilharem suas experiências conosco!

Para iniciar essa série de bate papo, contamos com a colaboração da Beatriz Fonseca, integrante do CCK Poker Team.

Beatriz Fonseca CCK Poker Team
Beatriz Fonseca
CCK Poker Team

 

Queens of Poker: Como foi teu primeiro contato com o Poker?

Beatriz Fonseca: Foi através de um ex namorado que jogava recreativamente, não gostava que ele jogasse, mas de tanto insistir, acabei criando uma conta num site pra jogar dinheiro fictício, ele me ensinou o básico do básico, coisas como “tem que fazer par” rsrs Nós terminamos, eu continuei e ele parou.

Queens of Poker:  Como surgiu a oportunidade de fazer parte do Team do Betmotion?

Beatriz Fonseca: Meu primeiro contato com um time do betmotion foi através do CCK em 2012, o Andrei “Porco Espinho” me convidou pra fazer parte do time logo no início, eu não tinha a menor noção de poker mesmo, era muito, muito, muito ruim e acabei saindo. No início do ano, um amigo me indicou para o Troll Team e com as aulas do Bruno Jerônimo, pude aprender um pouco mais. Logo depois veio a oportunidade de fazer parte do Ladies Team por um curto período de tempo e, aí veio o divisor de águas pra mim, o meu retorno pro CCK em Agosto/2013.

Queens of Poker: É casada ou namora? O parceiro e família apoiam?

Beatriz Fonseca: Não sou casada e nem namoro. Minha família não aceitava no início, mas depois viram que era realmente o que eu queria e hoje me dão total apoio, torcem e incentivam. Meu pai até me cobra nos dias que me vê sem jogar rsrsrs

Queens of Poker:  Como é sua rotina?

Beatriz Fonseca: Normalmente inicio o grind as 14h e vou até 1h, faço tudo o que tenho pra fazer antes desse horário pra poder jogar tranquila e focada. Quando vou para os lives, procuro descansar o máximo que posso antes da viagem e dormir o mais cedo possível nos dias de jogo.

Queens of Poker:  O Team oferece coach? Como funciona? Quem ministra?

Beatriz Fonseca: Sim, temos coachings semanais com os instrutores do CCK, Flávio Nakatani (um dos maiores ganhadores da rede microgaming) e o Carlos “Bola de Gude” Galvão, feitos com reviews de torneios dos próprios jogadores do time e também de alguns profissionais que eles achem interessante pro nosso aprendizado, além do acompanhamento diário via áudio em todas as retas finais.

Queens of Poker:  Quais outros benefícios há em fazer parte do Team?

Beatriz Fonseca: Trocar experiências com os outros jogadores, não só sobre o game em si, mas sobre a rotina e também sobre problemas. Posso dizer que o nosso benefício no CCK é sermos uma família, um cuida do outro, se preocupa, brinca e aprende. O Poker mexe muito com o psicológico e ter pessoas ao lado que te fortalecem e te empurram pra frente é maravilhoso. Além de acompanharmos o jogo uns dos outros e ter a oporunidade de corrigir os leaks em tempo real.

Queens of Poker:  Qual a média de deal dos Teams?

Beatriz Fonseca: Gira em torno de 25 a 50%, dificilmente vai ser mais do que isso.

Queens of Poker:  Tempo de dedicação?

Beatriz Fonseca: Eu acredito que o poker exija tempo de dedicação integral, tudo o que você vai fazer, tem que pensar se não vai afetar a sua disposição e o tempo de estudo individual que é muito importante,  até enquanto você está acompanhando alguém  em alguma reta está se dedicando, aprendendo e aprimorando seu jogo.

Queens of Poker:  Como é a relação com os demais integrantes?

Beatriz Fonseca: O pessoal do CCK se trata como uma família mesmo, temos uma relação bem gostosa, nos damos bem, brincamos, brigamos as vezes, mas nos respeitamos muito.

Queens of Poker:  Os eventos ao vivo são patrocinados?

Beatriz Fonseca: Sim, não acontece em todos os casos, mas no meu são sim.

Queens of Poker:  O Poker é tua única profissão ou exerce mais alguma atividade?

Beatriz Fonseca: Não, me dedico somente ao poker.

Queens of Poker:  O que mudou no teu jogo e na tua vida ao fazer parte do Team?

Beatriz Fonseca: Tudo rsrs Aprendi a ter disciplina, a trabalhar em grupo, ficar feliz pelo resultado dos outros. O meu jogo de junho/2013 pra hoje melhorou absurdamente, não tem nem como comparar, ter alguém te acompanhando o tempo todo e te corrigindo, te fazem crescer muito em pouquissimo tempo. É como aprender inglês em uma escola ou ir morar fora.

Twitter @beatrizlfonseca

Nick Betmotion beafonseca