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Grupo de mulheres, jogadoras apaixonadas de poker!

Entrevista com Marco Naccarato

Marco Naccarato é autor do livro Floating in Vegas e idealizador do site Metapoker.

nacca_wsopNaccarato disputando evento da WSOP, em 2011

Queens of Poker: Fale sobre você e como o poker está inserido no teu quotidiano.

Naccarato: Sou designer gráfico há 20 anos e empresário faz doze anos. Jogos de cartas sempre foram presentes desde a infância, mas tive contato com o poker apenas em 2003, participando das primeiras mesas de 5-card draw com amigos.

O poker se tornou parte do meu quotidiano quando comecei a jogar hold’em em 2008 e organizar um torneio que se tornou uma série disputada até hoje, o AdT Poker. Como o jogo me fisgou, fiquei motivado a praticar, e depois de ir ao cassino Conrad no Uruguai em 2009, decidi fazer uma viagem para Las Vegas, que se transformou em mais algumas viagens, no livro Floating in Vegas, e em todos esses textos que venho publicando desde 2012, que culminaram no site Metapoker.

Hoje o poker ocupa parte considerável do meu dia-a-dia.

nacca_winOpenEtapa do Paulistano Open Poker, em 2012, torneio que teve promoção do livro Floating in Vegas, e que foi vencida pelo autor

Queens of Poker: Por que jogar poker? Qual a tua predileção, online ou live? Por quê?

Naccarato: Jogo poker porque é fascinante, porque é um jogo completo. Gosto mais de poker live, é também onde tive meus melhores resultados. Aliás, sempre achei curioso o termo “live”, pois o poker é jogado originalmente ao vivo, mas a quantidade de jogadores que tomaram contato com o jogo na última década foi tão massiva e significativa, que o termo se inverteu, gerando essa denominação de poker live.

No live, a percepção e a psicologia têm um papel mais determinante na forma de jogar, o que tem muito a ver com meu jeito de jogar, por isso me sinto mais competitivo e confortável, logo prefiro jogar ao vivo.

nacca_winPLOCaesarsCampeão em 2013 do evento #38 – Pot Limit Omaha, da série do Caesars Palace em Las Vegas

Queens of Poker: Acredita que qualquer pessoa possa ser lucrativa no poker? Por quê? Quais características são comuns a bons jogadores?

Naccarato: Seguramente, desde que ela goste e se dedique. Lucratividade no geral está ligada a metodologia, se você estudar, praticar bastante e tiver uma boa orientação, os resultados aparecem. Não dá pra atingir nenhum estado de aprimoramento sem disciplina, dedicação e perseverança. Tem que ralar mesmo.

Alguns jogadores, depois de aprenderem o básico, ficam com uma impressão que dominam o jogo, e param de perceber a dinâmica e as nuances do poker, e assim se tornam reféns do baralho, por isso, bons jogadores normalmente estão um passo a frente dos demais, eles enxergam coisas que estão veladas para a maioria.

Outra característica fundamental do bom jogador é o autocontrole.

Queens of Poker: No livro, tu narra as experiências vividas nas Poker Rooms em Vegas. O que o motivou a escrever sobre elas?

Naccarato: Nunca tive a pretensão de ir pra Vegas e nem de escrever algo sobre, mas a oportunidade apareceu por conta de uma viagem a negócios, e quando retornei, muita gente me perguntava como era lá, qual o nível dos jogadores, qual a sensação de jogar num cassino, entre outras coisas. Há tempos eu vinha ensaiando para escrever um livro, e a viagem me deu o tema.

Esse foi o estímulo inicial, e como consegui tirar uma grana logo nos primeiros dias da viagem, comecei a anotar os resultados, algumas mãos e minhas impressões sobre o local, e assim tive material pra começar o relato.

Posteriormente, percebi que o livro poderia ser um pequeno guia pra quem tem vontade de ir pra lá, e, além disso, uma maneira de contribuir para o poker e de mostrar uma ideia diferente.

O livro apresenta o poker pra quem não tem contato com o jogo, mas é curioso sobre esse universo, e mostra para a grande maioria dos praticantes que é possível ir para Las Vegas e vencer, por isso coloquei todos os resultados de cada um dos 52 torneios, passando por vitórias e derrotas, mas mostrando as sensações envolvidas, do prazer da vitória às decepções do grind.  Acho que por isso o livro ficou próximo da realidade tanto de amadores quanto de veteranos, e assim foi bem recebido.

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Queens of Poker: Podemos observar que no poker live, assim como online, há muitos jogadores recreativos, onde o jogo é diversão e o resultando é secundário. Inclusive é possível consumir bebidas alcóolicas durante os torneios. Em teu livro, tu relata que as consumia durante o grind em Las Vegas. Qual a tua opinião sobre isso?

Naccarato: Os jogadores recreativos e amadores são a maioria dos praticantes, e há poucos relatos ou notícias sobre esse universo. Em clubes menores e home games, o consumo de bebidas é comum, faz parte do “pacote” todo de ir jogar, se sociabilizar e tal. É como ir ao cinema e comprar pipoca, o objetivo é curtir o momento.

Este é um ponto no livro que muita gente torceu o nariz, quando ofereci o livro em algumas editoras, não quiseram comercializar o relato por conta disso, afinal é difícil nos dias de hoje quererem atrelar o consumo de bebidas ao poker, pois a briga é validá-lo como esporte mental, quero dizer, como o poker é um esporte se você fica enchendo a cara? Todo o mercado de poker quer desmistificar a atividade, tirar os estereótipos e validar sua prática, então se evita de certa forma falar sobre isso, mas é algo normal no poker recreativo.

Em nível profissional não há espaço para isso, não dá pra beber durante um torneio inteiro e achar que você vai tomar ótimas decisões depois de seis ou sete horas jogando direto.

No livro, estou jogando em Vegas, torneios relativamente baratos, e no período das minhas férias, por isso não faria diferente, estava me divertindo. Mesmo assim, quando encarei torneios maiores ou quando estava levando com mais seriedade o grind, eu evitava beber.

Queens of Poker: Da tua experiência em Vegas, identificaste diferenças nos torneios, estrutura e jogadores?

Naccarato: Há diferenças. Basicamente nas poker rooms dos cassinos a predominância é de amadores, e o nível técnico dos fields dos torneios aumenta quase que na proporção do buy-in, ou seja, nos torneios baratos os jogadores estão lá por lazer, jogam por diversão, afinal é uma cidade em “férias”. Nos buy-ins acima de cem dólares você já encontra adversários mais preparados, e nos grandes torneios e cassinos mais caros o nível é outro.

No geral, a estrutura nos torneios baratos é turbo, blinds de 15 ou 20 minutos e poucas fichas. Já cheguei a jogar torneio de 60 dólares com 1,5k fichas e blinds de 15 minutos, é preciso se adaptar.

Falando mais especificamente dos jogadores, o que se nota é uma maior presença feminina nos cassinos, e o poker é muito presente na sociedade norte-americana, eles jogam desde muito cedo em casa, conhecem as regras e tal, têm uma noção etc. Guardadas as proporções, é como o futebol para os brasileiros, no sentido que representa um bem social.

Queens of Poker: Em comparação às Poker Rooms dos cassinos de Vegas, como estão os clubes de poker brasileiros? E os nossos dealers?

Naccarato: Não frequento muito, mas já estive em alguns clubes de poker aqui em São Paulo, no Vegas, no H2 Club (na sede antiga) e em vários clubes menores como o Alphaville Poker Club, Moema 44 do André Pagnillo, e também o No Limit na vila Madalena, e no geral as casas não perdem muito para as poker rooms de Vegas, aliás, havia salas de poker nos cassinos piores em ambiente e organização se comparadas a alguns desses clubes daqui, mas, de dois anos pra cá os cassinos mais antigos deram lugar a cassinos maiores e bem estruturados, com poker rooms remodeladas.

Claro que é diferente você jogar na poker room do Wynn ou do Bellagio, ou mesmo entrar na sala de poker do Caesars, pois a estrutura é outra, embaralhadores automáticos nas mesas, serviço e tal, mas a cidade é feita em torno do jogo, não podia ser diferente.

O nível dos dealers é parecido, mas tenho a impressão que eles são mais respeitados por lá. Claro que tanto lá quanto cá, se o dealer fizer merda, os jogadores caem matando, mas em Vegas dificilmente vi jogador reclamar de bad beat para o dealer.  Vegas tem algumas coisas curiosas, por exemplo, em cassinos menores há predominância de dealers orientais, às vezes nem falam inglês direito, e no geral, seja numa sala de quatro mesas ou na poker room do Aria, os dealers são mais velhos. Inclusive disputei um torneio da Série de Verão do Caesars onde conheci uma dealer que deu cartas na primeira edição da WSOP, é uma senhora alta e de longos cabelos brancos, rápida no gatilho, deixa muito marmanjo no chinelo.

Queens of Poker: O Brasil é o mercado que apresenta o maior crescimento em número de jogadores. Vemos a crescente abertura de clubes, criação de Teams, oferta de coaching, sites de conteúdo, etc. Qual o papel do teu site, o Metapoker, neste processo?

Naccarato: Li recentemente uma matéria que falava sobre a expansão do poker no bloco dos BRICS, e certamente Brasil e Rússia têm os maiores e mais emergentes mercados. Isso é ótimo em qualquer aspecto, ajuda a desmistificar o poker, atrai mais praticantes, enfim, ajuda a desenvolver a indústria como um todo.

Certamente o conteúdo gerado nesse mercado também tende a se diversificar, pois tem mais gente se envolvendo com o mundo do poker, e consequentemente mais gente falando sobre. É nesse espaço que entra o Metapoker. De início criei o site para juntar todo o conteúdo que vinha publicando no Aprendendo Poker e no Pokerdicas, mas com o tempo consegui escrever mais artigos pro Metapoker, e o site acabou tomando esse formato, trazendo essencialmente artigos e crônicas. Ele não é um site de notícias, não coloco notícia de cravadas por exemplo, acho que já tem muito site fazendo bem isso, mas quando pinta uma notícia por lá, é porque tem algo de diferente, uma novidade incomum e tal. Fomos o primeiro site de poker a anunciar o torneio do Juventus, também anunciamos o lançamento de um livro de cash games ilegais na Itália, mas o forte do site é sua abordagem mais reflexiva sobre o poker, através dos artigos e crônicas.

Tem muito leitor que me encontra, comenta ou manda email falando, – não entendi porra nenhuma do que você quis dizer naquela crônica… Por outro lado é parte da ideia do site gerar esse questionamento, e gerar com isso novos entendimentos. É assim que entendo que estou tratando o leitor com respeito, e gerando conteúdo que estimule um olhar mais crítico. É que hoje tudo é muito resumido, rápido e raso, há uma tendência por procurar respostas prontas, mas se debruçar em algo, com todo o esforço para entender é o que difere o jogador mediano do bom jogador, se o cara não tem paciência pra interpretar um texto, onde ele vai achar saco pra entender um jogo tão complexo como o poker?

Um jogador pode decorar um range de mãos pra abrir em MP ou pode procurar entender a importância da posição. No primeiro caso, trata-se de um método, no segundo caso, estamos falando de um conceito, o Metapoker trabalha nos conceitos. Não existe um só jeito de olhar o poker, bem como não deve existir apenas uma forma de comunicá-lo, e quanto mais variadas forem essas abordagens, mais teremos assuntos diferentes e pertinentes para discutir, é isso que enriquece o jogo e a visão que temos dele.

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Queens of Poker: Acredita que há um estereótipo sobre as mulheres, jogadoras de poker?

Naccarato: Há estereótipos para mulheres tanto quanto há para homens. O problema é que no caso da mulher, a justificativa sempre recai no fato de ser mulher, isso que é diferente. Pega um jogador ruim cometendo erro, ele só jogou mal, mas se for mulher, é porque é mulher, é desatenta, joga na intuição, é insegura, essas coisas. Tanta mulher por ai provedora de família, empresária, com altos cargos executivos… É no mínimo uma contradição achar que mulher é menos capaz no poker. Foi esse pensamento que me levou a escrever o artigo sobre as mulheres, publicado no Metapoker.

Queens of Poker: Utiliza uma estratégia diferente contra jogadoras? É possível identificar características específicas, comuns as mulheres que jogam poker?

Naccarato: Tento utilizar uma estratégia diferente para lidar com cada adversário em específico, sejam homens ou mulheres. O que ocorre é que é fácil identificar um comportamento ou um padrão nos adversários que não sabem jogar ou estão se desenvolvendo e aprendendo, e você já sabe como contra-atacar certas jogadas, justamente porque você passou por isso. Mas no geral, se usa isso pra tipificar os jogadores, e rotular é o jeito mais fácil de subestimar a capacidade do adversário, e subestimar o outro é fechar seu campo de ação e percepção. O que quero dizer é que quando você identifica que pode explorar seu oponente porque o julga fraco, você acaba desligando os alertas, porque já tem um veredicto sobre como ele joga, e é aí que você é surpreendido.

Por isso procuro deixar esses pré-julgamentos de lado.

Queens of Poker: Quais os pontos fortes e fracos das jogadoras, de acordo com a tua experiência?

Naccarato: Homens e mulheres têm características diferentes, como cada um tem suas características. Um bom jogador vai tentar usar ao máximo suas características boas e melhorar onde sente que está atrás. Se as mulheres são dedicadas, como se pode notar no trabalho e na vida familiar por exemplo, elas devem usar isso à seu favor no poker. Vou usar um clichê, se como dizem, mulheres têm uma intuição apurada, elas devem investigar como essa característica se encaixa na lógica do jogo, se serve para o jogo e como se aproveitar dela, seja lá como cada uma entende o que significa intuição. Acho mais válido essa abordagem do que tipificar.

Esse papo que é natural mulher ser insegura ou desatenta é bem questionável. A única coisa natural no jogo é o jogar, tudo o que se faz na mesa é tentar manter o mais longe possível o que é natural, o que é impulso, é esse controle que bons jogadores buscam.

Queens of Poker: Há previsão de um novo livro? Poderia adiantar algo sobre o projeto?

Naccarato: Já estou trabalhando diretamente no novo livro há oito meses, ele não tem muito a ver com o Floating in Vegas, pois estou tentando trazer uma nova abordagem para o poker através da filosofia, e isso tem me tomado muito tempo e energia, por isso ainda não tenho previsão de término, mas estou correndo.

nacca_winQuadMais um Heads up no small stakes de Vegas

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OPEN FACE CHINESE POKER

Olá Meninas,

Conheci o Open Face Chinese Poker, em 2013, quando fui visitar o H2, estava conversando com amigos e na mesma mesa rolava um jogo que eu não estava entendo, estava o Pedro Marte, uma mulher e mais 2 caras, fiquei observando, perguntei ao meu namorado o que era, e como jogava, quando eu vi estava contando as cartas vislumbrada com aquilo.

Não deu outra cheguei em casa e corri procurar artigos, matérias e etc sobre o jogo, comecei a estudar apesar do pouco conteúdo, nada melhor do que a pratica, alguns meses depois, estava no WSOP, onde novamente o jogo mexeu, o ponto estava valendo 100 dólares, lá estava eu torcendo e vibrando kkkkkkkk, o único que reconheci na mesa era o Justin Smith.

Enfim é básico, seguir as regras e colocar em pratica, o primeiro resumo que achei sobre o jogo foi esse, do Sérgio Prado e já ajuda e muito.

http://espn.uol.com.br/post/310145_as-regras-do-open-face-chinese-poker

AS REGRAS DO OPEN FACE CHINESE POKER

Objetivo:

O objetivo do jogo é arrumar suas 13 cartas em 3 mãos de poker – duas de 5 cartas e uma de 3 cartas – que vencerá a mão de poker correspondente feita pelos adversários.

Assim:

Exemplo

Jogadores, Cartas, Valores e Distribuição:

Serão 4 jogadores, cada um jogando para si próprio. Um baralho comum de 52 cartas é usado. Antes de se jogar, é necessário chegar a um acordo sobre os valores. Abaixo será descrito o pagamento em forma de unidades; uma unidade poderá valer qualquer coisa que os jogadores tenham acordado antes – $1, $10, $100, etc. Um botão é usado e todos os jogadores jogam em turnos. As cartas são embaralhadas, cortadas e cada jogador recebe 5 cartas fechadas.

Arrumando as Cartas:

A primeira posição agora arruma suas 5 primeiras cartas dentro da sua mão de baixo, do meio ou de cima, tentando construir uma mão de 13 cartas de Poker Chines forte. Você pode colocar qualquer número das suas 5 primeiras cartas em qualquer uma das 3 mãos. Depois da primeira posição arrumar suas 5 primeiras cartas, a segunda posição o faz, até que todos os jogadores tenham arrumado suas 5 primeiras cartas.

Cada jogador recebe então mais uma carta fechada. Cada jogador, na sua vez, agora olha sua carta e a coloca em uma de suas mãos. Este processo é repetido até que todos os jogadores tenham 13 cartas e completem uma mão de Poker Chinês.

As regras básicas do Poker Chinês são aplicadas, mão de Baixo > mão do Meio > mão de Cima senão sua mão não qualifica. Uma vez que sua mão não se qualifique, todos os bônus são automaticamente perdidos. Uma vez que você colocou sua carta em uma das suas 3 mãos, ela não pode ser movida.

Showdown e Pontuação:

Pontuação Básica (Mais Comum)

Mão vencedora – 1 ponto
Scoop – 6 pontos
Mão não qualificada (Misset) – 6 pontos para cada jogador

Bônus para mão de Baixo:

Sequência: +2
Flush: +4
Full House: +6
Quadra: +10
Straight Flush: +15
Royal Flush: +25

Bônus para mão do Meio: (o dobro do bônus para mão de Baixo)

Sequência: +4
Flush: +8
Full House: +12
Quadra: +20
Straight Flush: +30
Royal Flush: +50

Bônus para mão de Cima:

66: +1
77: +2
88: +3
99: +4
TT: +5
JJ: +6
QQ: +7
KK: +8
AA: +9
222: +10
333: +11
444: +12
555: +13
666: +14
777: +15
888: +16
999: +17
TTT: +18
JJJ: +19
QQQ: +20
KKK: +21
AAA: +22

Joguei o básico, entre amigos e Cia, depois de tanta prática fui para meu primeiro torneio live de OFCP no IPF das estrelas em campinas, field 8 jogadores, 2 mesas, stack 100 fichas, jogamos 10 mãos, os dois que tinham menos fichas saíram, juntamos as duas mesas. O stack voltou para 100 fichas, mais 10 rodadas, mais dois eliminados, voltamos ao stack inicial de 100 e partiu para o Heads Up, na maior felicidade com as mãos congelando lá estava eu, últimas partidas me perdi total no baralho e nas ações, enfim peguei 2º lugar =D.

Depois de toda experiência, surgiu o Tony Bet, me inscrevi, me apaixonei e reaprendi a jogar. Deparei-me com novas modalidades, se preparem para a próxima aventura!

Um Mega Beijo a todas Queens of Poker!

Tassi Alves
Tassi Alves

Tassi Alves

Twitter @Tassi_Alves21

Facebook https://www.facebook.com/tassi.alves?fref=ts

A explosão dos Poker Teams – Milena Magrini

Dando continuidade à série de entrevistas com as Musas dos Teams do Betmotion, conversamos com a Milena Magrini, integrante do CCK Poker Team e mesa finalista da 1ª Etapa do Main Event do BSOP 2014.

Super solícita, ela compartilha conosco um pouco de sua história no Poker e suas aspirações.

Milena Magrini CCK Poker Team
Milena Magrini
CCK Poker Team

 

Queens of Poker: Como foi teu primeiro contato com o Poker?

Milena: Meu primeiro contato com o poker foi em 2005 com um ex namorado! Lembro que ele imprimiu para mim as regras e jogadas do Poker e me botou para estudar!!! rsrs Logo em seguida começamos a ir em um Home Game na casa de uns amigos em Jaú, onde morava, e nunca mais parei de jogar!

MILENA 05

Queens of Poker: Em algum momento pensou em desistir? Se positivo, por quê?

Milena: Sim, no ano de 2013 passei por momentos difíceis e acabei desacreditando nas pessoas, mas minha vontade de vencer e meu amor pelo Poker falou bem mais alto e aqui estou.

Queens of Poker: Como surgiu a oportunidade de fazer parte do Team do Betmotion?

Milena: A Beatriz Fonseca, minha amiga e que também é do time, entrou no Troll Team e me indicou. Logo em seguida participamos do projeto Ladies e hoje estamos no CCK, o divisor de águas na minha carreira

Queens of Poker: Os eventos ao vivo também são patrocinados?

Milena: Sim, todos os lives são patrocinados pelo Betmotion!

MILENA 01

Queens of Poker: Obtiveste um grande resultado no Main Event da 1ª Etapa do BSOP SP. Qual foi o momento mais difícil no torneio?

Milena: Acho que foi na mesa semifinal, quando fui para a mesa da TV. Senti um pouco a pressão, mas depois vi que foi melhor assim, fui me acostumando e as mensagens que recebi de toda a galera me deram forças para continuar!!

MILENA 03

Queens of Poker: Usaste uma estratégica específica em algum momento do torneio, como para passar para o dia B ou na bolha?

Milena: Ah, eu joguei o joguinho, rsrsrsrs!! Em cada mesa que eu sentava eu procurava avaliar os jogadores e aprimorar meu jogo, não fiz nada de diferente, apenas tive muita calma, paciência e pensava bastante antes de qualquer jogada.

Queens of Poker: Qual o sentimento em chegar na FT do evento nacional mais importante?

Milena: Nossa, foi a melhor coisa que eu senti. Claro que é uma reponsabilidade muito grande, porém foi muito bom receber todas as mensagens de força e apoio, toda a energia positiva vindo do Brasil todo, foi muito bom…e ter a possibilidade de cravar o maior torneio nacional é demais…!!

Queens of Poker: Uma mão marcante na FT foi o all in contra o jogador Paraguaio em que estava na frente pré flop (AKo x 76s). Como avalia a jogada dele? Mudaria algo na ação?

Milena: Essa foi a mão do torneio, se eu ganhasse esse pote, ficaria muito bem. Tomei a famosa “bad”, mas isso faz parte do jogo. O Paraguaio tinha 10 BBs e também era um jogador agressivo. A minha jogada foi normal, ele me tribetou deixando pouca ficha para trás, eu tinha que dar all in e ele já estava comitado, não tinha como foldar mais, e aconteceu o que todo mundo viu, baaad! Não mudaria nada na ação.

Queens of Poker: Quais tuas metas para 2014?

Milena: Minha meta é continuar grindando online e live, estudar mais, desenvolver mais meu jogo, jogar todas as metas do BSOP por causa do Ranking e ser feliz por fazer o que eu amo. Quero muito ver mais mulheres no pano também! Bora mulherada!

Mensagem paras as mulheres jogadoras de poker.

Mulherada, não tenham medo, nós somos capazes de jogar com os homens de igual para igual sim, venham jogar, vão sentir a melhor emoção do mundo ao sentar em uma mesa de Poker, nós temos uma força incrível…

Mulheres no topo sempre!!!

Twitter : @milenamagrini

Nick Betmotion : mimagrini

A explosão dos Poker Teams – Beatriz Fonseca

Com o BOOMM do Poker o Mercado cresceu na mesma proporção que os jogadores (estima-se que o Brasil é o País com o maior crescimento em número de players). Não são só as Salas, Clubes, Escolas Online, …, com a tão almejada profissionalização, vemos um grande número de Teams.

Mas o que é um Team? Como funcionam? Por que fazer parte de um?

Para nos ajudar a responder estas questões, convidamos as Meninas que fazem parte de Teams da Sala de Poker Betmotion. Todas muito solícitas! Agradecemos por compartilharem suas experiências conosco!

Para iniciar essa série de bate papo, contamos com a colaboração da Beatriz Fonseca, integrante do CCK Poker Team.

Beatriz Fonseca CCK Poker Team
Beatriz Fonseca
CCK Poker Team

 

Queens of Poker: Como foi teu primeiro contato com o Poker?

Beatriz Fonseca: Foi através de um ex namorado que jogava recreativamente, não gostava que ele jogasse, mas de tanto insistir, acabei criando uma conta num site pra jogar dinheiro fictício, ele me ensinou o básico do básico, coisas como “tem que fazer par” rsrs Nós terminamos, eu continuei e ele parou.

Queens of Poker:  Como surgiu a oportunidade de fazer parte do Team do Betmotion?

Beatriz Fonseca: Meu primeiro contato com um time do betmotion foi através do CCK em 2012, o Andrei “Porco Espinho” me convidou pra fazer parte do time logo no início, eu não tinha a menor noção de poker mesmo, era muito, muito, muito ruim e acabei saindo. No início do ano, um amigo me indicou para o Troll Team e com as aulas do Bruno Jerônimo, pude aprender um pouco mais. Logo depois veio a oportunidade de fazer parte do Ladies Team por um curto período de tempo e, aí veio o divisor de águas pra mim, o meu retorno pro CCK em Agosto/2013.

Queens of Poker: É casada ou namora? O parceiro e família apoiam?

Beatriz Fonseca: Não sou casada e nem namoro. Minha família não aceitava no início, mas depois viram que era realmente o que eu queria e hoje me dão total apoio, torcem e incentivam. Meu pai até me cobra nos dias que me vê sem jogar rsrsrs

Queens of Poker:  Como é sua rotina?

Beatriz Fonseca: Normalmente inicio o grind as 14h e vou até 1h, faço tudo o que tenho pra fazer antes desse horário pra poder jogar tranquila e focada. Quando vou para os lives, procuro descansar o máximo que posso antes da viagem e dormir o mais cedo possível nos dias de jogo.

Queens of Poker:  O Team oferece coach? Como funciona? Quem ministra?

Beatriz Fonseca: Sim, temos coachings semanais com os instrutores do CCK, Flávio Nakatani (um dos maiores ganhadores da rede microgaming) e o Carlos “Bola de Gude” Galvão, feitos com reviews de torneios dos próprios jogadores do time e também de alguns profissionais que eles achem interessante pro nosso aprendizado, além do acompanhamento diário via áudio em todas as retas finais.

Queens of Poker:  Quais outros benefícios há em fazer parte do Team?

Beatriz Fonseca: Trocar experiências com os outros jogadores, não só sobre o game em si, mas sobre a rotina e também sobre problemas. Posso dizer que o nosso benefício no CCK é sermos uma família, um cuida do outro, se preocupa, brinca e aprende. O Poker mexe muito com o psicológico e ter pessoas ao lado que te fortalecem e te empurram pra frente é maravilhoso. Além de acompanharmos o jogo uns dos outros e ter a oporunidade de corrigir os leaks em tempo real.

Queens of Poker:  Qual a média de deal dos Teams?

Beatriz Fonseca: Gira em torno de 25 a 50%, dificilmente vai ser mais do que isso.

Queens of Poker:  Tempo de dedicação?

Beatriz Fonseca: Eu acredito que o poker exija tempo de dedicação integral, tudo o que você vai fazer, tem que pensar se não vai afetar a sua disposição e o tempo de estudo individual que é muito importante,  até enquanto você está acompanhando alguém  em alguma reta está se dedicando, aprendendo e aprimorando seu jogo.

Queens of Poker:  Como é a relação com os demais integrantes?

Beatriz Fonseca: O pessoal do CCK se trata como uma família mesmo, temos uma relação bem gostosa, nos damos bem, brincamos, brigamos as vezes, mas nos respeitamos muito.

Queens of Poker:  Os eventos ao vivo são patrocinados?

Beatriz Fonseca: Sim, não acontece em todos os casos, mas no meu são sim.

Queens of Poker:  O Poker é tua única profissão ou exerce mais alguma atividade?

Beatriz Fonseca: Não, me dedico somente ao poker.

Queens of Poker:  O que mudou no teu jogo e na tua vida ao fazer parte do Team?

Beatriz Fonseca: Tudo rsrs Aprendi a ter disciplina, a trabalhar em grupo, ficar feliz pelo resultado dos outros. O meu jogo de junho/2013 pra hoje melhorou absurdamente, não tem nem como comparar, ter alguém te acompanhando o tempo todo e te corrigindo, te fazem crescer muito em pouquissimo tempo. É como aprender inglês em uma escola ou ir morar fora.

Twitter @beatrizlfonseca

Nick Betmotion beafonseca

Dia 11 de janeiro de 2014, nasce o Queens of Poker!

Este é o texto de estreia do nosso Blog!

Quero começar agradecendo às amigas Mercedes Henriques e Jessica Camargo por abraçarem esta ideia comigo. Vocês são demais! =D

Foram três dias de muito trabalho só pra colocar o Grupo no ar. Trabalho muito bem recompensando, quando em menos de 24 horas de existência temos mais de 100 Queens no Grupo! Muito obrigada meninas, trabalharemos mais e mais para rechear o Grupo, Blog e Twitter com conhecimento, promoções e notícias do Poker!

Nesse Grupo queremos unir jogadoras profissionais e amadoras, para que juntas possamos crescer. Certeza que as veremos em muitas FTs e inspirarão outras mulheres a praticar este esporte desafiador e apaixonante!

Este blog será escrito a muitas mãos, inclusive pelas suas! Escreveu um artigo/texto bacana e quer compartilhar conosco? Mande-nos via e-mail para queensofpokerbr@gmail.com, com o assunto “Blog”. Os créditos dos textos serão devidamente informados. Contamos com a participação de vocês!

Criamos às pressas nossa “logo” para colocar tudo no ar. A Monalisa é sem dúvida a mulher mais misteriosa da história, a obra de arte mais conhecida do mundo eeee dona da maior “Poker Face” da face da Terra! rsrs Estamos desenvolvendo outras alternativas de logo e colocaremos todas em votação através de enquete em nossa página/Grupo no Facebook.

Nossa primeira parceria, para abrir o Grupo com chave de ouro, só poderia ser mesmo com a incrível Khatlen Mitzi Guse, percursora no apoio ao Poker e às jogadoras e colunista do “Mulheres no Feltro” na Revista Card Player.

Confiram!

Card Player: http://www.cardplayerbrasil.com/site/especiais_ver.asp?cod=7

Fórum http://www.barbarellapoker.com/

Facebook https://www.facebook.com/BarbarellaPoker?fref=ts

Fiquem por dentro das promoções e novidades através do Twitter @BarbarellaPoker.

Criamos também nossa Home Game no Poker Stars e em breve faremos um torneio inaugural. Adicionem nossa Home Game: ID 886235 – CÓDIGO DO CONVITE mulhernopano
Importante: informar o nome, conforme profile no Facebook, pois só aceitaremos os membros do grupo em nossa Home Game.

Ainda não faz parte do Grupo? Ficaremos honradas em tê-la conosco!

Nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/groups/queensofpokerbr/

Importante: só as mulheres, jogadoras e entusiastas do poker, podem participar do Grupo.

Rapazes, não poderemos aceita-los, porém nosso Grupo é público, todos podem ler o conteúdo. Agradecemos muito por nos ajudar a alcançar o maior número de jogadoras possível.

Siga-nos no Twitter @queensofpokerbr (https://twitter.com/queensofpokerbr)

Beijos, lindonas do Poker!

Lízia Trevisan – Twitter @liziatrevisan