Para gringo ver.

Sobre o episódio da “batida” policial numa casa de poker, na tarde de quarta-feira, 18/03/2015 em São Paulo, motivada pela denúncia de turistas estrangeiros que supostamente teriam perdido muito dinheiro no clube.

Não é proibido cash, não é proibido poker. O fato é que não há legislação, o que resta é a interpretação dos juízes.

Independentemente da posição de qualquer pessoa, se é contra ou a favor do poker, como cidadã e contribuinte me sinto uma palhaça quando vejo uma notícia dessa. Trinta viaturas, quarenta homens, muito sensacionalismo de uma mídia que tem como objetivo secundário informar, mais parece uma pseudo celebridade baixando o nível para obter mais exposição.

E nós jogadores de poker e não jogadores, pagando por isso. Enquanto isso meu marido foi assaltado, meu filho, meu sócio. Alguém foi preso?! Não. Mas dois ônibus foram necessários para transporte dos cem jogadores que foram levados para a delegacia enquanto a sociedade sofre com a violência galopante.

A questão aqui deixou de ser poker. Se querem fazer algo contra ou a favor do poker, que se faça no âmbito da lei.

As autoridades podem e devem atuar, o fato é que um circo foi montado, só que neste espetáculo nós somos os palhaços.

Literalmente: Para gringo ver.

Lízia Trevisan

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